O programa Gás do Povo surge como uma resposta urgente para famílias que enfrentam dificuldades financeiras para cozinhar. A iniciativa foca em garantir o acesso ao botijão de 13 kg.

Atualmente, o projeto já alcança cerca de 50 milhões de brasileiros, distribuídos em 15 milhões de lares. O foco principal são famílias inscritas no Cadastro Único com baixa renda mensal.

A mudança no formato do auxílio busca evitar que o recurso seja desviado para outras despesas urgentes, garantindo o gás de cozinha de forma direta, conforme divulgado pelo Estadão.

Regras e funcionamento do benefício Gás do Povo

Lançado para substituir o antigo Vale Gás, o programa Gás do Povo tem como objetivo ampliar o acesso ao GLP. São beneficiárias as famílias do CadÚnico com renda per capita de até meio salário mínimo.

Entre os lares atendidos, 93% são chefiados por mulheres. Famílias com até três integrantes recebem uma recarga a cada três meses, enquanto grupos maiores recebem o benefício a cada dois meses.

Acesso direto ao botijão de 13 kg

O deputado Hugo Leal, relator da medida, destaca que a principal mudança foi trocar o dinheiro pelo produto. Segundo ele, muitas pessoas usavam o valor em dinheiro para comida, ficando ainda sem o gás.

“Agora a política pública está correta: quem tem direito registra o CPF no revendedor, faz a troca do botijão vazio pelo cheio, e o governo federal paga ao revendedor”, afirmou o deputado Hugo Leal.

Impacto nas distribuidoras e no mercado

As distribuidoras já notam o aumento na demanda. Julio Cardoso, CEO da Supergasbras, informou que a empresa está investindo R$ 500 milhões para ampliar a frota de vasilhames em 2 milhões de unidades.

Antes do programa, o mercado crescia apenas 0,5% ao ano. Com o Gás do Povo, as vendas chegaram a subir 11% em meses específicos, exigindo novos algoritmos para prever o consumo das famílias beneficiadas.

Combate ao comércio ilegal e saúde pública

O programa também ajuda a combater o mercado clandestino. Apenas revendedores credenciados participam, o que incentiva a formalização e garante mais segurança para o consumidor final durante a compra.

Além da economia, há um fator humano crítico. Dario de Paula, do MME, alertou que a falta de gás leva famílias ao uso perigoso de lenha e álcool, resultando em acidentes graves e problemas de saúde.

“Muita gente na periferia não tem dinheiro para o gás, então usa lenha ou qualquer outro combustível para cozinhar, e isso é um grande risco”, ressaltou o diretor do Ministério de Minas e Energia.

A fonte original desta notícia é o Estadão, disponível em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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