O Brasil vive um momento de transição energética, com a mobilidade elétrica ganhando cada vez mais espaço nas ruas das grandes metrópoles brasileiras atualmente.
Durante o evento Energy Summit, especialistas discutiram as barreiras que impedem que ônibus e caminhões movidos a eletricidade se tornem o padrão nas frotas do país.
A falta de infraestrutura e o alto custo inicial dos veículos pesados surgem como os principais obstáculos para uma cidade mais limpa, conforme divulgado pelo Estadão.
Avanços e desafios da mobilidade elétrica no transporte público
O desafio dos veículos pesados
A diretora Clarisse Cunha Linke ressaltou que, embora o mercado de carros leves esteja crescendo, os modais pesados ainda enfrentam sérios entraves regulatórios e financeiros.
Ela afirmou que, “Há um avanço claro nos veículos leves, mas os pesados ainda concentram os principais desafios”, destacando a necessidade de regulação e incentivos econômicos.
Para a executiva, a mobilidade elétrica estratégica passa por uma agenda de descarbonização que utilize instrumentos como o Procompi para garantir que a demanda continue crescendo.
A diferença de preço entre o diesel e a eletricidade
Um dos maiores gargalos do setor público é o preço. Um ônibus elétrico chega a custar três vezes mais que um modelo tradicional movido a diesel, dificultando a sua compra.
Essa diferença limita a adoção em larga escala, criando um ciclo onde a baixa demanda impede que a indústria reduza os preços através da produção em massa dos novos veículos.
Para mudar esse cenário, a especialista sugere compras agregadas entre municípios, o que aumentaria o poder de barganha e poderia reduzir os custos em cerca de 30 por cento.
Exemplos internacionais que o Brasil pode seguir
Países como China, Chile e Colômbia já servem como referência. Na Califórnia, o uso de vouchers de até 165 mil dólares por veículo ajudou a acelerar muito o mercado regional.
No Brasil, a frota de mobilidade elétrica ainda está concentrada no Sudeste. São Paulo detém cerca de 86 por cento dos ônibus elétricos, mostrando uma disparidade regional evidente.
Além disso, a eletrificação não deve ser restrita ao transporte individual. O foco principal deve ser o transporte público, que atende a maioria da população nas grandes cidades.
Investimento bilionário e impacto social
O BNDES estima que seriam necessários cerca de 100 bilhões de reais para implantar corredores verdes em 21 regiões metropolitanas, incluindo frotas e toda a rede de recarga.
A eletrificação não é apenas uma meta ambiental, mas social. “Um ônibus elétrico pode retirar pelo menos 40 carros das ruas”, melhorando a vida de quem depende do transporte.
Atualmente, o Sistema Único de Mobilidade (SUM) tramita no Congresso Nacional, buscando coordenar políticas públicas que garantam um transporte mais limpo e eficiente para todos.
A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir o conteúdo completo através do link original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







