O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, tomou uma decisão importante nesta quinta-feira (25) sobre o destino de uma investigação polêmica. O caso envolve a produção do filme Dark Horse e a família Bolsonaro.

A disputa sobre quem deveria cuidar do processo, entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, gerou grande expectativa nos bastidores de Brasília. A definição era aguardada para dar rumo às apurações.

Fachin bateu o martelo e definiu que o caso não ficará sob a responsabilidade de Moraes, mas sim de Mendonça, seguindo um critério técnico de prevenção, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Fachin define relatoria de investigação sobre o filme Dark Horse no STF

Ao justificar sua decisão, o ministro Edson Fachin afirmou que os episódios narrados na comunicação de crime coincidem com o objeto de outras investigações que já tramitam no gabinete do ministro André Mendonça.

Fachin destacou que, como o caso possui outros dois procedimentos criminais abertos, o ideal é que todos sejam reunidos no mesmo gabinete. A medida visa evitar decisões conflitantes e garantir a celeridade processual.

O embate entre os ministros e a posição da PGR

A análise foi iniciada após o próprio ministro Alexandre de Moraes solicitar que a presidência da Corte definisse a questão. Antes disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se manifestado favoravelmente a Mendonça.

Para o órgão ministerial, como o ministro já analisa o assunto em outros contextos, a nova investigação deveria naturalmente seguir para sua relatoria. Inicialmente, o tema estava com Moraes por causa de inquéritos contra o deputado Eduardo Bolsonaro.

As suspeitas de financiamento ilegal envolvendo o longa-metragem

A solicitação para investigar o caso partiu do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele pediu que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro fossem incluídos no inquérito que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Segundo a denúncia, Flávio teria trabalhado para captar recursos junto ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O objetivo seria financiar o filme sobre a vida de Bolsonaro, mas há suspeitas de que o valor teria outros destinos.

O destino dos recursos e a defesa da família Bolsonaro

A suspeita levantada é que o montante poderia ter sido usado para manter Eduardo Bolsonaro no exterior ou financiar campanhas por anistia. Tanto Flávio quanto Eduardo negam veementemente qualquer tipo de irregularidade no processo.

Flávio Bolsonaro afirmou que tratou com Vorcaro apenas para viabilizar o longa-metragem. Já Eduardo Bolsonaro classificou as suspeitas como toscas, argumentando que seu status imigratório nos EUA o impediria de receber tais valores.

A fonte original é o Notícias ao Minuto Brasil e a matéria pode ser lida na íntegra através do link: Notícias ao Minuto Brasil – Política

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