O cenário político brasileiro acaba de ganhar um novo e tenso capítulo envolvendo a ex-deputada federal Carla Zambelli. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tomou uma decisão drástica nesta quarta-feira.

A determinação exige que os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores iniciem imediatamente os trâmites para trazer a política de volta ao país. Ela está atualmente na Itália, onde aguarda o desfecho de seu processo internacional.

A movimentação ocorre após a Justiça italiana sinalizar positivamente para o pedido brasileiro, apesar dos esforços da defesa em barrar a medida, conforme divulgado pelo portal Notícias ao Minuto.

Entenda a decisão de Moraes sobre a extradição de Carla Zambelli

A ordem de Alexandre de Moraes serve para oficializar a necessidade de o Brasil enviar as garantias exigidas pelas autoridades italianas. A decisão foi baseada em uma autorização prévia dada pela Justiça de Roma em março deste ano.

No último dia 14 de maio, a Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas já havia comunicado a decisão da Corte de Roma. Agora, o governo brasileiro precisa agir para concretizar a transferência da ex-parlamentar.

O motivo das condenações no Supremo Tribunal Federal

Carla Zambelli foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. O crime envolveu a inserção de documentos falsos no sistema judiciário brasileiro.

Além desse processo, ela recebeu uma segunda condenação de cinco anos e três meses. Este caso refere-se ao episódio em que a ex-deputada foi filmada perseguindo um homem armada em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

A situação jurídica e os recursos na Itália

A Corte de Apelação italiana proferiu decisões favoráveis à extradição nos dois processos que Zambelli responde. Entretanto, ainda restam recursos pendentes que podem ser analisados em sessões marcadas para os próximos dias em território europeu.

A defesa da política argumenta que ela é alvo de perseguição política em seu país de origem. Os advogados sustentam que ela não teve acesso a um julgamento justo e imparcial perante a Suprema Corte brasileira durante o trâmite processual.

O destino de Zambelli na volta ao país

Se todos os recursos forem rejeitados pelas autoridades estrangeiras, a ex-deputada deverá ser entregue aos agentes brasileiros. O destino final já está traçado, ela deve cumprir sua pena em regime fechado logo após o desembarque.

A expectativa é que Zambelli seja encaminhada para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida popularmente como Colmeia. Lá, ela ficará à disposição da Justiça para o cumprimento das penas que somam mais de quinze anos de reclusão.

A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto, que pode ser acessado pelo link original: Notícias ao Minuto Brasil.

You May Also Like
Bate-boca entre Janja e Malafaia põe evangélicas de esquerda em evidência

Quem são as mulheres evangélicas de esquerda que Janja defende após embate com Silas Malafaia?

A estratégia do governo para conquistar a base religiosa feminina foca em pautas sociais e no combate ao conservadorismo extremista.
“Melhor arma que um país pode ter é alimento”, diz Lula

PT oficializa Lula e Alckmin para reeleição: veja o que muda agora na campanha presidencial!

Edinho Silva confirma chapa e revela estratégias para mobilizar territórios em todo o Brasil
TCU propõe ao Congresso elevar penduricalhos em até 40% após liberar supersalários fora do teto

TCU propõe aumento de 40% em penduricalhos após liberar salários acima do teto; veja os valores!

Nova proposta do Tribunal de Contas da União pode elevar gratificações para mais de R$ 12 mil mensais
Parecer na CCJ do Senado propõe fim da reeleição a partir de 2028 e mandato de 5 anos

Novo pacote aprovado pela Câmara beneficia partidos políticos e gera preocupação sobre a fiscalização da Justiça Eleitoral em futuras disputas

Proposta polêmica prevê afrouxamento de multas e regras para uso de fundos, levantando debates sobre a autonomia da Justiça Eleitoral e a validade jurídica