O mercado de moda brasileiro está agitado com os novos movimentos da Azzas, a gigante formada pela fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma.

Recentemente, a empresa confirmou que está avaliando alternativas estratégicas para a Farm Rio, o que pode envolver uma possível venda bilionária no futuro próximo.

Além disso, um novo movimento jurídico entre os principais sócios sinaliza uma trégua importante para resolver conflitos internos, conforme divulgado pelo Estadão.

Azzas avalia o futuro da Farm Rio e busca destravar valor no mercado

A companhia confirmou, por meio de um fato relevante, a contratação do Morgan Stanley para analisar opções que possam destravar o valor da Farm Rio no cenário global.

Estimativas do mercado sugerem que a marca carioca poderia ser avaliada em cerca de US$ 1 bilhão. Essa notícia impulsionou as ações da empresa, que lideraram os ganhos no Ibovespa recentemente.

Apesar das especulações, a Azzas ressaltou que ainda não existe uma decisão tomada ou proposta formal. O objetivo atual é puramente estratégico para maximizar o potencial da marca no exterior.

A joia da coroa e a expansão internacional

Criada em 1997, a Farm é considerada o maior trunfo do antigo Grupo Soma. Sua operação internacional cresceu expressivos 21,1% em dólar apenas no primeiro trimestre deste ano.

Esse desempenho sólido reforça o papel da marca como o principal motor de crescimento da Azzas, que busca se consolidar como uma referência de luxo e estilo em diversos países.

Trégua jurídica entre Birman e Jatahy

A disputa entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy ganhou um novo capítulo. Birman solicitou o encerramento de um procedimento arbitral para concentrar a discussão em outra esfera.

O conflito surgiu após divergências sobre a reorganização da marca Reserva e questões de governança. O movimento atual é visto como um esforço para pacificar a gestão do grupo.

Os investidores acompanham de perto essa relação, já que a harmonia entre os fundadores é considerada essencial para a captura das sinergias prometidas durante a fusão das empresas.

Pressão nos resultados e o olhar da Faria Lima

O grupo enfrenta um momento desafiador, com queda de 45,7% no lucro líquido recorrente no primeiro trimestre. Isso aumentou a cobrança por resultados mais eficientes após a união.

Na Faria Lima, analistas acreditam que uma separação entre os sócios é o caminho mais provável. O Itaú BBA foi contratado para auxiliar na implementação de uma solução definitiva.

Embora a cisão seja uma forte possibilidade, outras alternativas, como a saída de um dos acionistas, ainda não foram totalmente descartadas pelos especialistas do setor financeiro.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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