O governo brasileiro corre contra o tempo para garantir que a carne brasileira continue com acesso livre ao exigente mercado europeu. A estratégia atual foca em um diálogo de alto nível com autoridades estrangeiras.

O objetivo central é reverter a recente decisão da Comissão Europeia, que retirou o Brasil da lista de fornecedores de proteínas animais. A medida tem gerado alerta máximo em todo o setor produtivo nacional.

A gestão federal agora aposta na influência direta do presidente Lula e de seus principais ministros para resolver o impasse antes do prazo decisivo em setembro, conforme divulgado pelo Estadão.

Governo intensifica negociações diplomáticas para reverter exclusão do Brasil da lista da UE

Ofensiva diplomática na Cúpula do G7

Para acelerar as tratativas, o presidente Lula deve tratar do tema pessoalmente com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O encontro está previsto para ocorrer durante a Cúpula do G-7, na França.

A ideia é sensibilizar a liderança europeia sobre a importância da parceria comercial. Lula reforçará que o país cumpre as mais altas exigências sanitárias, pedindo uma revisão célere da exclusão anunciada pelo bloco.

O vice-presidente Geraldo Alckmin também reforçou o compromisso, afirmando que o governo e o presidente farão um “grande empenho para equacionar o problema” da carne brasileira com a União Europeia, buscando uma solução política.

Exigências técnicas e uso de antimicrobianos

Além da frente política, o Ministério da Agricultura atua na área técnica para dirimir dúvidas da União Europeia. O foco principal é o cumprimento do novo regulamento sobre o uso de antimicrobianos nas criações de animais.

O governo brasileiro enviou novas garantias para comprovar que pode fiscalizar e assegurar que as proteínas exportadas não utilizam antibióticos promotores de crescimento, atendendo aos protocolos exigidos pelos europeus.

A pecuária bovina é o ponto mais sensível devido ao ciclo longo da cadeia. A intenção é que os técnicos brasileiros consigam convencer o comitê europeu a realizar uma reunião extraordinária para republicar a lista de fornecedores.

O peso das exportações para o agronegócio

A exclusão do Brasil da lista oficial de exportadores autorizados pode trazer prejuízos severos. O país exporta anualmente cerca de US$ 1,8 bilhão em proteínas animais para o bloco europeu, um mercado que paga prêmios elevados.

A medida da UE, validada pelos Estados-membros, atinge carnes bovina e de frango, além de mel, ovos e peixes. O setor privado teme que a retirada do selo de fornecedor prejudique a imagem da carne brasileira globalmente.

O governo espera que a demonstração de transparência e o esforço diplomático evitem que a nova lista entre em vigor plenamente em setembro de 2026, mantendo o fluxo comercial estável entre as duas regiões parceiras.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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