A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, um tema que divide opiniões no Brasil, a redução da maioridade penal para jovens a partir de 16 anos.

O texto principal prevê que adolescentes nessa faixa etária passem a ser tratados como adultos perante a lei criminal brasileira. Atualmente, esses jovens respondem pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O projeto recebeu sinal verde após intensos debates entre parlamentares de diferentes espectros políticos. A informação sobre o avanço da matéria foi confirmada oficialmente, conforme divulgado pela Folha de S.Paulo.

Como funciona a redução da maioridade penal na prática

A proposta aprovada estabelece que pessoas com 16 anos completos sejam consideradas penalmente imputáveis. Isso significa que, se aprovada em definitivo, elas poderão ser julgadas pelo Código Penal comum do país.

O placar e a divisão política no Congresso

A votação terminou com 44 votos favoráveis e 18 contrários na comissão. Partidos como o PL, PP e União Brasil orientaram o voto a favor da medida, enquanto federações ligadas ao PT, PCdoB e Psol foram contra.

O debate foi marcado por estratégias de obstrução da oposição, que tentou adiar a votação diversas vezes. Alguns parlamentares citaram casos recentes de violência como motivação para acelerar a redução da maioridade penal.

Próximas etapas para a aprovação definitiva

Como se trata de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o caminho ainda é longo. O texto segue agora para uma comissão especial, que terá o prazo de 40 sessões para analisar o mérito da proposta.

Se passar por essa fase, a matéria precisa ser votada em dois turnos no plenário da Câmara e depois seguir para o Senado. Por ser uma PEC, a medida não precisa da sanção do Presidente da República para valer.

Divergências sobre a eficácia da medida

Parlamentares favoráveis argumentam que o jovem que vota também deve responder por crimes. O deputado Rodrigo de Castro afirmou que “o que temos hoje é uma verdadeira incitação para que jovens cometam crimes”.

Por outro lado, especialistas em direito alertam para riscos. Pierpaolo Bottini, professor da USP, ressaltou que a medida pode fortalecer o crime organizado, afirmando que “já prendemos muito e as pessoas erradas” atualmente.

A fonte original desta notícia é a Folha de S.Paulo, disponível em: Notícias ao Minuto Brasil.

You May Also Like
Haddad diz que resistiu a virar a chave para ser candidato e que Tarcísio mente

Fernando Haddad critica gestão de Tarcísio de Freitas em SP e aponta necessidade de equilíbrio fiscal para o crescimento do Brasil

Ex-ministro afirma que o estado paulista enfrenta situação fiscal delicada e dispara contra declarações do atual governador sobre a política econômica nacional
“Crimes do PT”: Flávio diz que acionará TSE contra desfile sobre Lula

Flávio Bolsonaro faz pedido a Trump nos EUA para evitar tarifas e prejudicar Lula; entenda tudo

Senador viaja a Washington para tentar impedir novo tarifaço de 25% e defende o Pix como solução
Flávio se consolida e empata com Lula no 2º turno, diz Datafolha

Flávio se consolida e empata com Lula no 2º turno, diz Datafolha

IGOR GIELOWSÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL)…
Michelle quer novo encontro com Moraes para pedir domiciliar a Bolsonaro

Michelle Bolsonaro desabafa sobre rotina de cuidados com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar e reflete sobre o futuro do casal em postagem emocionante

Ex-primeira-dama detalha assistência diária ao marido após cirurgia e destaca papel fundamental da família enquanto ele cumpre pena imposta pelo STF