A criação de um comitê especial para passar um pente-fino nos pagamentos extras da magistratura brasileira está gerando um debate intenso nos bastidores de Brasília. A iniciativa busca dar transparência e regularidade aos rendimentos.

No entanto, o que chama a atenção é que os cinco integrantes escolhidos para essa missão receberam valores expressivos em 2025. Em alguns casos, os rendimentos brutos anuais ultrapassaram a marca de R$ 2 milhões.

Esses dados revelam a complexidade do sistema de pagamentos e a dificuldade de estabelecer limites rígidos para o Poder Judiciário, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Comitê de Fachin gera polêmica com rendimentos acima do teto constitucional

Altos rendimentos e picos salariais no grupo

Os cinco magistrados que compõem o grupo de trabalho acumularam, juntos, cerca de R$ 8 milhões brutos em vencimentos durante um único ano. Esses valores foram impulsionados por direitos eventuais e indenizações.

A média mensal de rendimentos brutos desses juízes chegou a R$ 133,5 mil, superando o teto do funcionalismo público de R$ 46.366. O pico mensal registrado no grupo chegou a impressionantes R$ 332 mil.

Esses rendimentos extras, conhecidos como penduricalhos, incluem abonos de férias, pagamentos retroativos acumulados e gratificações natalinas, o que eleva o contracheque final dos membros do comitê.

Os nomes por trás das remunerações milionárias

O coordenador do grupo, desembargador Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, do TJ-SC, liderou os ganhos com um total bruto de R$ 2,1 milhões. Em dezembro, ele recebeu R$ 332 mil brutos.

Outros nomes incluem o juiz Paulo Marcos de Farias, com R$ 1,9 milhão anual, e a juíza Paula Fernanda de Souza Vasconcelos Navarro, que obteve um rendimento bruto total de R$ 1,6 milhão.

O grupo ainda conta com Lizandro Garcia Gomes Filho, que recebeu R$ 1,4 milhão, e Clara da Mota Santos Pimenta Alves, cujos rendimentos somaram R$ 869 mil no período analisado pelo conselho.

Justificativa oficial do Conselho Nacional de Justiça

Em resposta aos questionamentos, o CNJ afirmou que os valores respeitam o limite legal. Segundo o conselho, as variações “não representam o salário mensal ordinário” dos juízes envolvidos na análise.

O órgão explicou que os montantes decorrem de direitos retroativos acumulados de anos anteriores e de verbas indenizatórias. A seleção dos membros ocorreu por seus perfis técnicos e experiência administrativa.

Desde maio de 2026, os tribunais já adotam um sistema para se adequar à determinação do STF, que limita os penduricalhos indenizatórios a 70% do subsídio mensal dos magistrados brasileiros em atividade.

A fonte original é a [Notícias ao Minuto Brasil – Política] e você pode ler a matéria completa através deste link: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2389051/comite-criado-por-fachin-para-rever-penduricalhos-tem-juiz-que-ganhou-ate-r-332-mil-em-um-mes?utm_source=rss-politica&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed

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