Latam Brasil reduz oferta de voos em julho devido ao aumento nos custos de combustível

A companhia aérea Latam Brasil anunciou que realizará uma redução de cerca de 3% na sua oferta de voos durante o mês de julho. A decisão ocorre em comparação ao planejamento inicial traçado pela empresa para o período de férias escolares.

O ajuste estratégico é uma resposta direta ao encarecimento do combustível de aviação. A informação foi confirmada pelo CEO da companhia, Jerome Cadier, em uma entrevista concedida recentemente à agência de notícias Reuters, conforme divulgado pelo Estadão.

O executivo detalhou que o movimento faz parte de uma postura mais cautelosa diante do cenário macroeconômico atual. A empresa busca equilibrar a operação diante das incertezas que impactam diretamente as companhias aéreas em todo o mundo.

Impacto na expansão da malha aérea

Mesmo com o corte de 3% sobre o planejamento original, a Latam Brasil manterá um ritmo de crescimento em relação aos números do ano passado. O plano inicial previa uma expansão de 11%, que agora será feita de forma mais contida e gradual.

Cadier explicou que essa redução não é isolada. A empresa já havia realizado ajustes similares durante o mês de junho e a tendência é que a estratégia de oferta mais conservadora se estenda também ao longo do terceiro trimestre deste ano.

Conflitos globais e preços das passagens

O aumento nos custos operacionais está atrelado às tensões geopolíticas no Oriente Médio. O cenário de conflito, que impacta o preço do petróleo, pressionou as empresas a reajustarem valores e diminuírem a disponibilidade de assentos em diversas rotas.

Segundo o CEO, os preços dos bilhetes no mercado brasileiro apresentaram altas entre 20% e 30%. Ele ressalta que o impacto financeiro total demora a ser sentido, já que muitas passagens foram comercializadas antes do agravamento da crise global.

Investimentos e novas aeronaves

Apesar do momento volátil, a companhia mantém planos de expansão da frota com a chegada de 12 aeronaves Embraer E195-E2 ainda em 2024. Outras 12 unidades estão previstas para serem integradas à operação da empresa até o ano de 2027.

O objetivo é utilizar os novos aviões para abrir destinos e aumentar a frequência em rotas consolidadas. Contudo, o anúncio dos locais atendidos foi adiado. A empresa justifica a cautela por viver um ambiente de negócios mais instável e imprevisível.

A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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