A balança comercial brasileira encerrou o mês de maio com um desempenho sólido, registrando um superávit de US$ 7,823 bilhões. O resultado, que superou a expectativa de analistas, foi alcançado através de uma movimentação expressiva nas exportações e importações totais do país.

O setor produtivo brasileiro mostrou resiliência, mesmo diante de um cenário internacional complexo e marcado por tensões comerciais com grandes potências. O país conseguiu equilibrar suas contas externas, conforme divulgado pelo Estadão.

Apesar do saldo positivo, as relações comerciais com os Estados Unidos enfrentam desafios significativos neste ano. O governo brasileiro observa com cautela o impacto de novas medidas tarifárias, vistas por diplomatas como decisões de cunho mais político do que econômico.

Entenda o impacto da balança comercial brasileira em maio

O superávit de US$ 7,823 bilhões em maio foi sustentado por exportações que somaram US$ 31,904 bilhões. Esse volume representa um crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado principalmente pelo bom desempenho do agronegócio e da indústria de transformação.

O setor agropecuário registrou um crescimento de 9,8% nas exportações, atingindo US$ 8,147 bilhões. Enquanto isso, a indústria de transformação teve alta de 9,0%, consolidando-se como um pilar importante para manter o saldo positivo do comércio exterior do Brasil.

Desaceleração nas trocas com os Estados Unidos

O comércio com os Estados Unidos apresentou uma queda acentuada em maio de 2026. As exportações brasileiras para o país recuaram 14%, somando US$ 3,090 bilhões, enquanto as importações de produtos americanos também sofreram uma diminuição de 11,0% no mesmo período.

Essa dinâmica resultou em um déficit comercial de US$ 121 milhões apenas no mês de maio. No acumulado do ano, a situação é ainda mais expressiva, com um déficit de US$ 1,47 bilhão, refletindo as tensões nas negociações e as recentes decisões tarifárias americanas.

China se mantém como principal parceiro comercial

Diferente do cenário com os EUA, o Brasil registrou um forte crescimento nas trocas com a China em maio. As exportações para o país asiático subiram 9,5%, alcançando US$ 10,497 bilhões, enquanto as importações cresceram 24,2%, totalizando US$ 6,799 bilhões.

Com esses números, o Brasil obteve um superávit de US$ 3,70 bilhões com os chineses apenas em maio. No balanço dos primeiros cinco meses de 2026, as vendas para a China acumulam um crescimento de 21,8%, reafirmando a importância vital da parceria para a economia nacional.

A fonte original é o Estadão.

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