A Raízen deu um passo importante para superar sua crise financeira ao apresentar uma versão do seu Plano de Recuperação Extrajudicial. A proposta será submetida à votação em assembleia específica para os detentores de debêntures e certificados de recebíveis do agronegócio (CRA).

O movimento visa reorganizar os compromissos financeiros da companhia e da Raízen Energia. O processo é acompanhado de perto pelo mercado, conforme divulgado pelo Estadão, que detalhou as diretrizes estratégicas para a reestruturação dos passivos da empresa.

A iniciativa foca na sustentabilidade operacional a longo prazo, estabelecendo condições para o pagamento de credores e mantendo a transparência com o mercado. Este processo de recuperação extrajudicial é uma ferramenta fundamental para evitar o agravamento de dívidas.

Entenda as propostas de aporte e reestruturação da dívida

O plano prevê um robusto aporte de R$ 3,5 bilhões realizado pela Shell, com o valor de R$ 0,25 por ação. Além disso, existe a possibilidade de um reforço de R$ 500 milhões por um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos para fortalecer o caixa.

A estrutura de pagamento oferece opções variadas aos credores. Na opção A, há a conversão de 45% da dívida em ações e 55% em novos títulos. Os credores também possuem a flexibilidade de receber os créditos na moeda original, seja em reais, dólares ou euros.

Opções de pagamento alternativas

O plano ainda contempla outras modalidades para atender diferentes perfis de investidores. Na opção B, o pagamento ocorre em parcela única com vencimento apenas em 2047, enquanto a opção C prevê um limite de até R$ 9.750,00 por crédito, com teto de R$ 150 milhões.

Mudanças na governança corporativa

A gestão da Raízen planeja manter a atual liderança, mas com maior fiscalização. A figura de um Chief Restructuring Officer (CRO), ocupada pelo atual CFO, Lorival Luz, será central na supervisão, acompanhada por um comitê de credores com cinco integrantes.

Metas tributárias e prazos de segregação

O documento estabelece ainda a busca por transações tributárias federais e estaduais para reduzir passivos. A empresa projeta o fechamento da transação para março de 2027, com uma meta ambiciosa de segregação total dos negócios até o final do mesmo ano.

A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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