A instabilidade geopolítica no Oriente Médio tem gerado grande preocupação sobre a economia brasileira e o reflexo direto no bolso dos consumidores. Para evitar um repasse agressivo, o governo federal implementou uma série de ações estratégicas focadas no controle dos combustíveis.

O subsecretário de Política Fiscal, Rodrigo Toneto, detalhou que as medidas adotadas possuem prazos distintos e representam um gasto mensal de R$ 6,2 bilhões. As projeções fazem parte do Boletim Macrofiscal de maio, conforme divulgado pelo Estadão.

O cenário, no entanto, é monitorado constantemente pela equipe econômica. A expectativa é que as receitas extraordinárias vindas do petróleo ajudem a equilibrar as contas, mitigando o peso desses subsídios no orçamento público atual.

Entenda o impacto das medidas nos cofres públicos

A gestão federal trabalha com estimativas que consideram tanto as despesas com a subvenção aos combustíveis quanto as receitas de impostos sobre o petróleo. Segundo os dados apresentados, a arrecadação bruta pode atingir R$ 8,5 bilhões mensais, valor que deve compensar os gastos.

A secretária de Política Econômica, Débora Freire, ressaltou que o valor de R$ 8,5 bilhões é bruto e não considera a partilha obrigatória com entes federativos. Portanto, a equipe econômica aposta no Projeto de Lei Complementar 114/2026 para viabilizar as ações.

Expectativas conservadoras e o papel do Congresso

Toneto explicou que os modelos adotados são conservadores. “Todos os modelos estão sugerindo que vai ser maior, estou colocando aqui um piso do que a gente vai conseguir arrecadar”, afirmou o subsecretário sobre as receitas extras provenientes do setor de petróleo.

O governo aguarda agora a definição do Legislativo sobre o PLP 114/2026. A aprovação é vista como fundamental para dar segurança jurídica ao uso dessas receitas extraordinárias, permitindo uma calibragem mais precisa nas medidas de contenção de preços.

Inflação, alimentos e o impacto do Novo Desenrola

Sobre outros temas econômicos, o subsecretário Rafael Leão reforçou que o programa Novo Desenrola possui um efeito neutro na inflação de curto prazo. A equipe técnica entende que não há pressão adicional sobre a atividade econômica vinda dessa renegociação de dívidas.

Em relação aos alimentos, o governo pontua que a alta recente é, em grande parte, sazonal. A preocupação maior reside no conflito no Irã, que alterou as expectativas para a inflação de 2026 e exige vigilância constante sobre os preços monitorados.

Previsões para 2027 e o efeito dos fertilizantes

Embora o foco atual esteja no curto prazo, a Secretaria de Política Econômica também projeta cenários para o próximo ano. O aumento nos custos de fertilizantes, somado aos reflexos do fenômeno El Niño, deve impactar a produção agrícola de forma mais expressiva apenas em 2027.

Até lá, o governo segue realizando rodadas de estimativas para calibrar o impacto das medidas de contenção. A meta é garantir que o choque inflacionário externo não comprometa a estabilidade econômica interna, mantendo o controle sobre os preços dos combustíveis.

A fonte original é o Estadão e você pode conferir a matéria completa em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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