A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para baixo a sua projeção para a demanda global de petróleo até 2026. A decisão ocorre diante da crise no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais críticas para o escoamento mundial de combustível.

O cenário geopolítico atual, marcado por confrontos no Oriente Médio, tem forçado diversos países a recorrerem às suas reservas estratégicas em um ritmo inédito. A instabilidade compromete o fornecimento vindo da região do Golfo, conforme divulgado pelo Estadão.

Essa movimentação reflete a urgência das nações em garantir a segurança energética diante da interrupção do fluxo logístico global. A pressão sobre o setor energético tem gerado reflexos imediatos nos estoques mantidos pelas grandes potências mundiais.

Impacto direto na oferta e demanda mundial de petróleo

A AIE aponta que a previsão para a demanda global em 2026 agora indica uma queda de 420 mil barris por dia. O número representa um salto significativo em relação à estimativa anterior, que projetava uma redução de apenas 80 mil barris diários.

A crise logística provocada pelo bloqueio na região impactou diretamente o volume de oferta. Em abril, o fornecimento global sofreu uma queda de 1,8 milhão de barris por dia, atingindo a marca de 95,1 milhões de barris diários em todo o planeta.

Uso massivo de reservas estratégicas

O mercado global tem sentido a falta de suprimentos, com quedas consecutivas nos estoques em março e abril. A agência alertou que essa redução rápida nas reservas, somada às perturbações, pode antecipar novas disparadas nos preços do barril.

Diante desse quadro, os 32 países-membros da AIE iniciaram a liberação de suas reservas. Cerca de 164 milhões de barris já foram injetados no mercado, com expectativa de aceleração desse movimento durante o verão no hemisfério norte.

O bloqueio estratégico no Golfo

O Estreito de Ormuz, fundamental para a exportação de petróleo e gás natural, vive um bloqueio duplo. O Irã restringiu a circulação na rota, enquanto os Estados Unidos mantêm um bloqueio naval em portos iranianos para dificultar as exportações do país.

A recuperação do fluxo, mesmo com a previsão otimista de início gradual em junho, deve ser lenta. Os danos causados à infraestrutura e os severos impactos logísticos durante o período de conflito impedem uma normalização imediata das operações.

A fonte original deste conteúdo é o Estadão e a matéria completa pode ser lida em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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