A escalada do conflito no Oriente Médio, iniciada em fevereiro, gerou impactos severos na economia brasileira. Setores variados sentem a alta nos preços do petróleo, que encarece combustíveis, fretes e insumos essenciais para a manutenção das atividades empresariais.

Executivos de grandes companhias destacam que o cenário exige revisões constantes nos planejamentos financeiros para 2026. A instabilidade global coloca pressão direta sobre a inflação e levanta preocupações quanto ao ritmo de queda dos juros no País.

Analistas comparam o momento atual aos choques produtivos enfrentados durante a pandemia, com forte volatilidade e pressão sobre os preços ao consumidor final, conforme divulgado pelo Estadão.

Impactos do petróleo na economia brasileira

As lideranças de diversos setores, incluindo nomes da aviação, siderurgia e varejo, alertam para a necessidade de adaptação rápida. A alta nos custos de produção e logística tem obrigado as empresas a buscar alternativas para preservar suas margens de lucro.

No segmento de calçados, uma comparação com a pandemia

Pedro Bartelle, presidente da Vulcabras, aponta que o conflito trouxe incertezas similares à crise sanitária. Segundo o executivo, o custo de matérias-primas e contêineres disparou, forçando a empresa a reajustar preços em até 15% e antecipar lançamentos.

No varejo de moda, preocupação com o custo de sintéticos

Para o CEO da C&A, Paulo Correa, a alta do petróleo impacta diretamente os materiais sintéticos, como o poliéster. Apesar da pressão, a valorização do real frente ao dólar tem atuado como um amortecedor para os custos de produtos importados.

Na aviação, disparada de custo de combustível

O setor aéreo enfrenta o cenário mais crítico com a alta do querosene de aviação (QAV). O CEO da Latam, Jerome Cadier, classificou a medida da Petrobras de parcelar o aumento como ineficaz, argumentando que isso apenas adiciona custos financeiros às companhias aéreas.

Na mineração e no varejo alimentar, cenário desafiador

Empresas como Usiminas e Gerdau preveem repasses de preços, enquanto o varejo alimentar lida com a pressão em itens frescos. A Associação Brasileira de Supermercados alerta que a normalização logística deve demorar, mantendo os custos elevados no segundo semestre.

A fonte original da matéria é o Estadão. Confira o conteúdo completo em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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