O Banco Central anunciou que vai avaliar a implementação de instâncias colegiadas em todos os seus processos decisórios. A medida surge como resposta direta às suspeitas de que dois servidores teriam atuado para favorecer o Banco Master internamente.

A iniciativa faz parte do novo Plano de Integridade para o biênio 2026-2027. O objetivo central é blindar a instituição contra conflitos de interesse e reforçar a ética, conforme divulgado pelo Estadão.

A mudança reflete uma preocupação crescente da autarquia com a governança. O plano será analisado entre maio e dezembro deste ano, buscando prevenir novos episódios como o que envolveu o banco de Daniel Vorcaro.

Reforço na governança e transparência do Banco Central

O foco principal do novo modelo é reduzir a autonomia individual excessiva, especialmente na fiscalização de instituições de menor porte. Atualmente, técnicos possuem grande liberdade de decisão, o que será revisto.

O Plano de Integridade 2026-2027 reafirma, segundo o documento oficial, o compromisso do órgão com uma cultura organizacional ética. A proposta busca alinhar as práticas internas aos princípios da administração pública brasileira.

Entenda o caso envolvendo o Banco Master

As suspeitas apontam que Paulo Sérgio Neves e Belline Santana teriam recebido vantagens indevidas para beneficiar o Banco Master. Eles foram acusados de retardar o envio de documentos cruciais sobre a instituição à Polícia Federal.

Os dois funcionários foram afastados administrativamente e agora respondem a processos na Controladoria-Geral da União (CGU). A Justiça confirmou o afastamento, dando continuidade às investigações sobre a conduta dos ex-servidores.

Novas medidas de controle e processos decisórios

O projeto prevê a validação de decisões em duas etapas, padronização de ciclos e maior rastreabilidade. A ideia é que notas técnicas e cenários alternativos sejam exigidos antes de qualquer conclusão administrativa relevante.

Além disso, o Banco Central planeja instituir o rodízio de cargos. A alternância de posições tem como meta evitar a formação de relacionamentos inapropriados entre servidores e entidades sob fiscalização do órgão.

Aprimoramento das investigações internas

O órgão também pretende qualificar suas equipes para conduzir apurações internas com maior eficiência. O novo eixo foca em detectar precocemente atos de corrupção ou fraudes, protegendo o interesse público de maneira rigorosa.

As ações incluem o monitoramento periódico de riscos e a possível adoção de modelos baseados em recomendações da OCDE. A meta é garantir que o ambiente de trabalho seja pautado pela integridade e pela transparência absoluta.

A fonte original é o Estadão.

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