O Brasil vive um momento de destaque nas relações comerciais globais. Em 2025, os investimentos chineses no território brasileiro atingiram a marca de US$ 6,1 bilhões, representando um salto expressivo de 45% em relação ao ano anterior.

Esse resultado coloca o país no topo do ranking mundial como o principal destino de capital da China, superando nações como Estados Unidos e Indonésia. O desempenho foi muito superior à média de crescimento global desses investimentos, conforme divulgado pelo Estadão.

A capilaridade desses recursos também cresceu, alcançando 20 Estados brasileiros. O setor de energia e a mineração figuram como os grandes pilares que sustentam esse avanço, consolidando parcerias estratégicas de longo prazo entre as duas nações.

Brasil lidera a atração de capital chinês globalmente

O volume de US$ 6,1 bilhões representa a maior cifra registrada nos últimos sete anos. Com uma participação de 10,9% de todo o capital investido pela China pelo mundo, o Brasil consolidou sua posição de liderança, superando os Estados Unidos, que ficaram com 6,8%.

Segundo o levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o crescimento do aporte chinês no Brasil foi notável. Enquanto o investimento da China no globo cresceu apenas 1,3%, o fluxo direcionado ao mercado brasileiro teve um avanço muito mais robusto.

Recorde de projetos e diversificação regional

O ano de 2025 também bateu recorde no número de empreendimentos: foram 52 projetos concluídos, um aumento de 33%. A Região Sudeste liderou a recepção de verbas, com 32,5% dos aportes, enquanto o Norte atingiu sua melhor posição histórica, com 26,7%.

São Paulo, Minas Gerais, Pará e Amapá foram os Estados mais beneficiados. O modelo de ingresso preferencial foi o greenfield, correspondendo a 60,9% dos projetos, o que indica uma forte aposta em novas estruturas e na expansão da capacidade produtiva.

Energia e mineração impulsionam a economia

O setor de eletricidade foi o protagonista, captando 29,5% do total investido (US$ 1,79 bilhão). Já a mineração viveu um boom, atraindo US$ 1,76 bilhão, mais que o triplo do registrado em 2024, consolidando-se como o segundo setor mais atrativo.

O setor automotivo, com destaque para a produção de veículos elétricos, também avançou 66%, somando US$ 965 milhões. Além disso, as iniciativas voltadas à sustentabilidade e energias verdes bateram recorde com 31 projetos, reforçando uma agenda de transição energética.

Aquisições e estratégias de mercado

As fusões e aquisições também ganharam força, chegando a US$ 1,9 bilhão, com forte impacto do setor de mineração. Grandes movimentos, como a aquisição de blocos de petróleo pela petroleira CNPC na Foz do Amazonas, demonstram a diversidade do interesse chinês.

Mesmo com a alta volatilidade global, o Brasil se manteve como um porto seguro e estratégico para o capital chinês. A tendência reforça a importância das parcerias em infraestrutura e tecnologia para o desenvolvimento econômico do país nos próximos anos.

A fonte original desta matéria é o Estadão.

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