A empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil, destaca que a busca contínua por novas soluções é o que mantém as organizações vivas no mercado atual. Para ela, o setor varejista exige rapidez e adaptação constante, transformando a tecnologia em um item essencial.
Em um cenário onde empresas tradicionais desapareceram por não se modernizarem, como ocorreu com a Kodak, Trajano reforça que o conceito de inovar deixou de ser um diferencial competitivo. Agora, trata-se de uma commodity indispensável para qualquer negócio que pretende se manter relevante diante dos consumidores modernos, conforme divulgado pelo Estadão.
Com uma trajetória marcada por pioneirismos, como o lançamento das lojas virtuais em 1992, Luiza Trajano defende que a tecnologia deve caminhar lado a lado com a humanização dos processos. Ela reforça que, mesmo com o avanço da inteligência artificial, o toque humano permanece como um pilar central para o sucesso no relacionamento com o cliente.
A inovação como motor e a venda como combustível
Durante sua participação na programação do São Paulo Innovation Week, a empresária explicou como o Magazine Luiza utiliza a inovação para otimizar operações. Ela cita a redução do tempo de atendimento em loja, que caiu de trinta minutos para menos de cinco minutos graças à implementação de dispositivos móveis para os vendedores.
A Inteligência Artificial no varejo
Para Luiza Trajano, a inteligência artificial representa a terceira grande transformação que o mercado enfrenta, sucedendo a era do digital e a revolução mobile. A executiva ressalta que essa tecnologia não deve ser vista como algo excludente ao ser humano, mas como uma ferramenta poderosa de produtividade.
Ela aponta que o uso de inteligência artificial generativa já faz parte da rotina da empresa, inclusive através da influenciadora virtual Lu. “Quem não entrar nela e não entender, vai ficar fora do mercado”, alerta a empresária sobre a necessidade de adaptação das equipes a essa nova realidade.
Conexão entre o físico e o digital
O conceito de Galeria Magalu exemplifica a aposta da varejista na experiência híbrida. O espaço no Conjunto Nacional, em São Paulo, busca unir o ambiente digital com a presença física através de teatros, eventos e áreas de convivência. Segundo a líder, o futuro do varejo reside justamente nessa integração.
O impacto da inovação social
Além dos negócios, Trajano leva essa mentalidade ao Grupo Mulheres do Brasil, que organiza um encontro focado em liderança feminina nas profissões em agosto. O objetivo é discutir caminhos para ampliar a presença de mulheres e pessoas negras em cargos de alta gestão nas empresas brasileiras.
Para a empresária, “inovação não é só tecnologia, é estar aberto ao novo que funciona”. Com 13 anos de existência, o Grupo Mulheres do Brasil hoje conta com cerca de 140 mil integrantes e atua em diversas frentes, como políticas públicas, saúde e educação, consolidando um papel de transformação social.
A fonte original é a [Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo](https://www.estadao.com.br/economia/inovacao-tecnologia-estar-aberto-ao-novo-que-funciona-luiza-trajano/)







