A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, revelou planos de reduzir 10% de seu quadro de funcionários, o que representa cerca de 8 mil cargos. A medida inclui ainda o encerramento de 6 mil vagas ainda em aberto, conforme divulgado em memorando interno nesta quinta-feira, 23.

Com mais de 78 mil colaboradores no fim de 2025, a empresa pretende alinhar sua estrutura às ambições de criar uma frente robusta em inteligência artificial. O CEO Mark Zuckerberg garante que grande parte das tarefas de tecnologia será, no futuro, substituída por sistemas baseados em IA, como assistentes de programação que ajudam engenheiros a escrever códigos.

Janelle Gale, diretora de pessoal, afirmou que a decisão faz parte de um esforço contínuo para gerir a companhia com mais eficiência e compensar os investimentos massivos em IA. Um porta‑voz confirmou os cortes, mas não ofereceu detalhes adicionais, conforme a fonte original.

Impacto dos cortes e reação interna

Dimensões do rebaixamento

Os 8 mil desligamentos correspondem a 10% da força de trabalho, enquanto 6 mil posições ainda não preenchidas serão derreadas. A Meta ainda emprega mais de 78 mil pessoas, número que permanece elevado mesmo após a reestruturação.

Motivação estratégica

Zuckerberg está reorganizando a empresa em torno de produtos de IA para enfrentar rivais como OpenAI, Google e Anthropic. A Meta tem investido mais de US$ 70 bilhões em infraestrutura, data centers e semicondutores, visando acelerar o desenvolvimento de modelos avançados de IA.

Orçamento futuro para IA

Em teleconferência com investidores, o CEO projetou gastos entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões em 2026, quase dobrando os US$ 72 bilhões de 2025. A maior parte desses recursos será destinada ao aprimoramento da IA, sinalizando prioridade absoluta ao setor.

Resultados financeiros impulsionados pela IA

No quarto trimestre de 2025, a receita da Meta subiu 24% em relação ao ano anterior. Zuckerberg atribuiu esse crescimento ao impacto dos investimentos em IA, que aprimoraram a segmentação de anúncios e as recomendações de conteúdo.

Ele descreveu os produtos de mídia social impulsionados por IA como uma “superinteligência pessoal”, que pretende integrar ao cotidiano de bilhões de usuários.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

You May Also Like
Inflação desacelera em julho e fica em 0,07%, aponta o IBGE

IPCA de julho desacelera: veja o que ficou mais barato e o que ainda pesa no seu bolso agora!

Entenda como o comportamento dos preços dos alimentos e da energia elétrica impactou o IPCA e o cenário econômico atual.
‘Pessoas compram pertencimento’: presidente da Oakley revela estratégia de crescimento da marca

Oakley testa óculos inteligente com Meta e Caio Amato revela como inovação esportiva transforma marcas globais no São Paulo Innovation Week

Presidente global da Oakley defende que pertencimento e propósito são as chaves para o sucesso no mercado tecnológico
Alto Escalão: quem está chegando na Eldorado, novidade no Bradesco e outras movimentações

Mercado de trabalho aquecido: Michelle Trombelli assume Eldorado e mais trocas no alto escalão!

Mudanças estratégicas envolvem nomes de peso na Rádio Eldorado, Bradesco Seguros e multinacionais como Stefanini e Accor.
‘Estadão’ leva o Grande Prêmio CIEE de Jornalismo com série sobre o impacto da IA no trabalho

Inteligência artificial ameaça empregos? Veja a série premiada que revela o futuro do mercado!

Série especial do Estadão vence Grande Prêmio CIEE de Jornalismo ao investigar o impacto da inteligência artificial no trabalho.