O advogado Marcelo Gasparino foi eleito para o Conselho de Administração da Petrobras, reforçando a bancada que defende o reajuste de combustíveis com base na volatilidade dos preços internacionais. Em post no LinkedIn, ele destacou que a eleição de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, pode ser decisiva para alinhar a política de preços da estatal ao mercado global. A análise vem em meio a críticas ao recente aumento do GLP e à defasagem de preços do diesel.
Gasparino apontou que, em 2022, a Petrobras precisou equilibrar rentabilidade, sustentabilidade e preços de mercado, e que o novo presidente do Conselho tem a missão de administrar essa tríade. Ele ainda ressaltou a importância de manter a Petrobras como maior pagadora de dividendos ao governo, contribuindo para as contas públicas e investimentos sociais. A fonte original da informação é o Estadão.
Contexto histórico e pressões recentes
Durante a guerra entre Rússia e Ucrânia, o barril de petróleo chegou a US$ 140, provocando a queda de dois presidentes da Petrobras devido aos reajustes de preços. Este ano, um leilão de GLP gerou críticas do presidente Lula e resultou na demissão do diretor de Logística e Comercialização, Claudio Schlosser. Apesar da alta internacional, a estatal elevou o diesel em 11,6% em março, mas manteve a gasolina estável, gerando debate sobre a política de preços.
Divisão interna no Conselho
O Conselho está dividido entre acionistas minoritários, que defendem o reajuste imediato como nos EUA, e representantes da União, que buscam evitar a transmissão da volatilidade externa ao mercado interno. A presença de Gasparino fortalece o grupo favorável ao alinhamento dos preços aos internacionais, especialmente após a Petrobras abandonar o reajuste por paridade de importação (PPI) em 2023.
Expectativas com a nova presidência
Guilherme Mello, vindo do Ministério da Fazenda, traz consigo a compreensão da importância da Petrobras para a economia nacional e para as finanças do governo. Gasparino acredita que a estatal, como maior pagadora de dividendos, pode contribuir ainda mais para os investimentos sociais e para a estabilidade fiscal, caso os preços sejam ajustados de forma mais transparente e alinhada ao mercado global.
Para mais detalhes, acesse a matéria completa na fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







