Campinas ganha um novo marco urbano. A Iguatemi, tradicionalmente conhecida pelos shoppings de alto padrão, está lançando o Casa Figueira, um mega loteamento de 1 milhão de metros quadrados, equivalente à Vila Olímpia em São Paulo. O projeto prevê a construção de 100 prédios nos próximos 20 anos, combinando residências, escritórios, comércio e áreas verdes.

Ao contrário de loteamentos que priorizam muros e exclusividade, o Casa Figueira será aberto, integrando alamedas, praças, ciclovas e espaços de convivência que se conectam à malha urbana de Campinas. “É isso que gera a dinâmica de um bairro gostoso para se viver. Encontrar todo tipo de gente na rua”, afirma Carlos Jereissati, presidente do Conselho da Iguatemi, em entrevista concedida ao Estadão.

Jereissati destaca que o projeto busca valorizar o entorno, pois “não basta o seu prédio ser bom se a sua rua é ruim”. A proposta reflete um novo olhar sobre o urbanismo, onde o espaço público impulsiona a valorização dos imóveis. Fonte: Estadão.

Casa Figueira: um desafio de urbanismo de alto padrão

Visão estratégica da Iguatemi

Para Jereissati, o Casa Figueira representa a ampliação da expertise da Iguatemi em shoppings. “Estamos construindo uma nova centralidade, um novo bairro numa área muito grande, com 1 milhão de m². Vamos usar toda a nossa expertise para tornar esse lugar interessante para as pessoas trabalharem, se divertirem, viverem”, explica.

Por que um loteamento tão ambicioso?

A empresa tem contrato de 40 anos com a Fundação Feac para desenvolver a região ao redor do Shopping Iguatemi Campinas. O shopping já atraiu visitantes e agora a Iguatemi planeja integrar esporte, cultura, lazer e trabalho em um bairro conectado por ruas, ciclovias e áreas arborizadas.

Integração entre espaço público e privado

Jereissati ressalta que a valorização deve ser “de fora para dentro”. Ele critica a prática de incorporadores que ignoram o entorno: “Já passou do tempo de nós, brasileiros, prestarmos atenção na vida cotidiana”. O Casa Figueira promete qualidade tanto nos edifícios quanto nas áreas públicas, como parques e infraestrutura de mobilidade.

Desafios e diferenciais

Obter licenças urbanísticas foi um processo longo, mas o cenário brasileiro está mais maduro. A abertura do bairro, sem muros, favorece a segurança pela convivência urbana, segundo Jereissati: “A convivência é que vai tornar as cidades mais seguras, porque elas vão ser protegidas pelo próprio cidadão nas ruas”.

O público-alvo do Casa Figueira será diversificado, atendendo estudantes, famílias, terceira idade e profissionais que buscarão qualidade de vida e proximidade ao shopping de classe A e B. A proposta visa criar uma nova centralidade que atraia todos os perfis.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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