Os preços dos combustíveis estão em alta no Brasil e despertam preocupação em consumidores e especialistas. O diesel, por exemplo, já ultrapassa os valores registrados durante a pandemia, enquanto a gasolina figura como a mais cara do mundo. Essa situação vem sendo acompanhada de perto por analistas econômicos.

O aumento está ligado a fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, que eleva os custos da energia a nível global. Além disso, a dependência de importações de petróleo e gás por países asiáticos intensifica a pressão sobre os mercados internacionais, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Entenda, a seguir, como esses elementos se combinam para impactar o bolso do brasileiro, com base nas informações divulgadas pelo Estadão.

Choque nos preços de energia e suas consequências globais

Impacto da guerra no Oriente Médio

A guerra no Oriente Médio está elevando os preços do petróleo, o que pressiona a inflação e enfraquece os balanços externos de diversas economias. O FMI destaca que essa instabilidade reduz as opções de política econômica, evidenciando a vulnerabilidade de regiões que dependem de energia importada.

Dependência asiática de petróleo e gás

Segundo o FMI, a Ásia consome 38% do petróleo e 24% do gás natural do mundo, concentrando 35% da capacidade global de refino. Países como China, Índia, Coreia do Sul e Singapura lideram esse cenário, mas a alta intensidade no uso de combustíveis fósseis os deixa expostos a choques externos.

Repercussões para a política monetária

O diretor para Ásia e Pacífico do FMI, Krishna Srinivasan, alerta que os bancos centrais devem manter agilidade. Um choque prolongado pode enfraquecer moedas e elevar a inflação. No Japão, por exemplo, a inflação pode subir acima da meta, pressionando o Banco Central a reconsiderar a retirada de estímulos monetários.

Com o aumento dos custos de energia, países insulares e economias agrícolas na Ásia também sentem o peso da alta nos fertilizantes, o que pode reduzir rendas e elevar os preços dos alimentos.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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