A carga tributária bruta do governo federal, dos estados e dos municípios subiu de 32,22% para 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2024 e 2025. Essa marca representa o maior patamar já registrado desde que o Tesouro Nacional iniciou o acompanhamento em 2010.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo governo central, cuja participação na arrecadação subiu de 21,34% para 21,60% do PIB. Os estados registraram leve queda, enquanto os municípios avançaram marginalmente.

Os dados, divulgados nesta sexta‑feira, 10, mostram ainda que o Imposto de Renda retido na fonte e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foram os principais responsáveis do aumento, refletindo mudanças na massa salarial e nas alíquotas de câmbio.

Detalhes do aumento da carga tributária federal

Segundo o Tesouro, a alta da carga tributária do governo central foi puxada principalmente por um acréscimo de 0,23 ponto percentual do PIB no Imposto de Renda retido na fonte, devido ao aumento da massa salarial. Além disso, o IOF subiu 0,10 ponto percentual, impulsionado por operações de saída de moeda estrangeira e pela elevação das alíquotas sobre câmbio e crédito.

Contribuições para a Previdência

A arrecadação das contribuições ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) cresceu 0,12 ponto do PIB, resultado da reoneração escalonada da contribuição patronal, do aumento da folha de pagamentos e da expansão do emprego.

Desempenho dos estados

Nos estados, a carga tributária recuou 0,10 ponto percentual, de 8,48% para 8,38% do PIB. A queda foi liderada por uma redução de 0,09 ponto do PIB na arrecadação do ICMS, que cresceu abaixo da velocidade da economia, refletindo a composição setorial do crescimento em 2025.

Municípios em foco

Os municípios registraram aumento discreto, de 2,40% para 2,43% do PIB. O destaque ficou por conta do ISS, que subiu 0,02 ponto do PIB, impulsionado pelo crescimento do setor de serviços.

A fonte original da informação é o Estadão, disponível em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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