O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,88% em março, superando as estimativas de analistas. O movimento foi puxado principalmente pelos preços de transportes e alimentação, que juntos responderam por 76% do índice do mês, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com a taxa acumulada de 1,92% no ano e 4,14% em 12 meses, o IPCA mostrou que a inflação ainda está longe de se estabilizar. A alta supera a mediana das projeções da Projeções Broadcast, que apontava 0,77% como valor provável.
Especialistas apontam que o conflito no Irã e os preços dos combustíveis foram determinantes para esse resultado, trazendo ainda dúvidas sobre a próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Fonte: Estadão
Detalhes da alta de março
Nos transportes, a gasolina registrou alta de 4,59%, contribuindo com 0,23 ponto percentual para a inflação. Passagens aéreas subiram 6,08% e o diesel teve alta de 13,90%, embora com menor peso no índice geral.
Alimentação e bebidas em foco
O grupo de alimentação e bebidas avançou 1,56% em março, depois de 0,26% em fevereiro, adicionando 0,33 ponto percentual ao IPCA. Dentro do grupo, a alimentação no domicílio subiu 1,94%, enquanto a alimentação fora do domicílio cresceu 0,61%.
Impacto no Copom
Segundo André Valério, economista sênior do Banco Inter, a alta foi motivada pelos efeitos globais do conflito no Irã, especialmente nos combustíveis. Apesar disso, ele destaca que a inflação subjacente manteve tendência de moderação, com os núcleos desacelerando de 0,62% para 0,44%.
Valério ainda comenta que, se o cessar-fogo no Irã se confirmar, a pressão do petróleo sobre a inflação pode diminuir, mas o Copom ainda deve manter o ritmo de cortes de 25 pontos‑base, já que o câmbio está favorável.
Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







