O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), respondeu às declarações do novo secretário de Economia, Valdivino Oliveira, que revelou um déficit orçamentário de R$ 2,7 bilhões nos últimos balanços da capital. A reação de Ibaneis foi considerada “inadequada” pelo político, que minimizou o impacto da fala.

Em entrevista ao Broadcast/Estadão, Ibaneis afirmou que não precisava se defender de um comentário que considerou “irrelevante” e destacou o trabalho realizado durante sua gestão, de janeiro de 2019 até março de 2024. A fonte da informação foi o próprio portal de notícias.

O episódio ocorre em meio a tensões políticas no DF, com a governadora Celina Leão (PP) buscando apoio do PL e do ex‑presidente Jair Bolsonaro para a reeleição, enquanto Ibaneis pretende concorrer ao Senado. Fonte: Estadão

Deficit orçamentário e a reação de Ibaneis Rocha

Valdivino Oliveira, recém‑nomeado secretário de Economia, disse à CBN Brasília que recebeu a pasta com um déficit de R$ 2,7 bilhões, descrevendo a situação como “máquina desgovernada”. “Não podemos ver o Distrito Federal como uma máquina desgovernada. Eu recebi os dois últimos balanços com mais de 2,7 bilhões em déficit orçamentário. Quer dizer, inadmissível isso”, afirmou o secretário.

Desafios fiscais e cortes previstos

O secretário enfatizou que seu principal objetivo será reequilibrar as contas, sinalizando cortes, sobretudo em serviços terceirizados. A medida visa conter os gastos e restaurar o equilíbrio fiscal do DF.

Conflitos políticos e a corrida ao Senado

Ibaneis Rocha, que está no centro das investigações sobre o rombo no Banco de Brasília (BRB) decorrente da compra de créditos do Banco Master, enfrenta pressões dentro do PL. O partido, que inicialmente apoiava a chapa ao Senado com Ibaneis e Michelle Bolsonaro, agora prefere a deputada Bia Kicis, gerando uma “sinuca de bico” para a governadora Celina Leão.

Repercussões para a governadora Celina Leão

Celina, pré‑candidata à reeleição, precisa decidir se apoia Ibaneis, arriscando perder o apoio bolsonarista, ou se segue o caminho de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis. A decisão poderá impactar a aliança com o PL e influenciar o cenário eleitoral nacional.

Para o Broadcast Político, Ibaneis declarou que continuará articulando apoio do PL e do PP, afirmando que trabalhará “até o último dia para que todos estejam juntos aqui e em âmbito nacional”.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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