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Rio – A alta contínua do preço do petróleo tipo Brent, devido ao conflito no Oriente Médio, elevou a defasagem média do combustível no Brasil para um novo recorde de 58%. Se levadas em conta apenas as refinarias da Petrobras, empresa dominante do mercado de refino, a diferença de preços em relação ao mercado internacional foi de 64%.

O petróleo Brent fechou na quinta-feira, 5, acima de US$ 87 o barril e operava em forte alta nesta manhã, perto dos US$ 89 o barril.

Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), para se equiparar aos preços externos, a Petrobras deveria elevar o diesel em R$ 2,07 o litro.

A pressão sobre a estatal deve crescer nos próximos dias, já que as refinarias privadas fizeram ligeiros reajustes para minimizar a alta do produto. A Petrobras não altera o preço do diesel há 305 dias. Enquanto isso, a Refinaria de Mataripe, na Bahia, elevou o diesel em R$ 0,28 o litro na quarta-feira, 4, e a Refinaria de Manaus (Ream), na Amazônia, subiu o combustível em R$ 0,57 por litro.

A gasolina também tem batido sucessivos recordes de defasagem no Brasil, com diferença de 25%, na média, e de 27% no caso da Petrobras. Para atingir o preço internacional, o reajuste da estatal deveria ser de um aumento de R$ 0,69 por litro nas refinarias.

Questionada pela Broadcast, se haveria algum reajuste para equilibrar os preços, a Petrobras explicou que tem como premissa não repassar a volatilidade do mercado externo para o consumidor brasileiro, e que monitora diariamente os fundamentos do mercado internacional e seus possíveis desdobramentos para o mercado brasileiro.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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