Aprovado em 2020, o novo Marco Legal do Saneamento estabeleceu um objetivo ambicioso para o Brasil: até 2033, 99% da população deve ter acesso a água potável, e 90%, a coleta e tratamento de esgoto. Para isso, é preciso não só ampliar investimentos, mas melhorar a capacidade de execução e a eficiência operacional. Para Paula Violante, diretora executiva de Operações da Iguá Saneamento, essa é uma meta permanente. “Buscamos a melhoria contínua dos processos, com base em tecnologia e nos aprendizados da operação”, diz.

A Iguá projeta investir R$ 7 bilhões nos próximos anos, apoiada pelos acionistas CPP Investments, AIMCo e BNDESPar, investidores de longo prazo. A seguir, Paula fala sobre os principais resultados da empresa em regiões como Rio de Janeiro, Cuiabá e Sergipe.

Ele trouxe um arcabouço legal relevante para as empresas operarem adequadamente. Nesse contexto, a Iguá vem aprimorando a eficiência de processos, obras e gestão, para performar os contratos dentro das metas e fazer o cliente perceber um serviço bem prestado.

Cuiabá foi a primeira capital da Iguá. Que resultados colheram lá?

Quando assumimos, havia uma carência quanto aos serviços de saneamento. Fizemos novas estações de tratamento, captações, regularizamos o abastecimento e conseguimos reduzir perdas. Hoje temos a universalização do abastecimento de água e avançamos em coleta e tratamento de esgoto – um case do qual temos orgulho.

Sergipe e Rio de Janeiro também são dois Estados em que a empresa tem feito obras relevantes. O que pode destacar sobre tais operações?

No Rio, atendemos bairros relevantes da zona sudoeste, como Barra da Tijuca e Recreio, além dos municípios de Paty do Alferes e Miguel Pereira. Na capital, modernizamos todas as elevatórias do sistema de distribuição de água e de esgoto, reconstruímos a ETE Barra, estamos revitalizando o Complexo Lagunar e conseguindo levar água e coleta e tratamento de esgoto às comunidades, contribuindo para que tenham uma vida mais digna. Em Sergipe, chegamos com desafios imensos para levar saneamento a 74 municípios. Investimos R$ 100 milhões no Plano Verão, com foco no abastecimento de água, e já trabalhamos fortemente nos projetos de expansão de todo o sistema de água e esgoto.

Como é trabalhar com saneamento em regiões tão diversas?

Um desafio é o planejamento urbano: muitas vezes o saneamento vem depois da chegada da população ao local. E é preciso pensar de forma regionalizada: o que deu certo em um lugar não funciona necessariamente em outro. As soluções de engenharia precisam se adequar a cada situação.

Como trazer o equilíbrio entre serviço de qualidade e retorno financeiro?

Trabalhar com eficiência – em processos, práticas do dia a dia, utilização de materiais, e na execução das obras de infraestrutura. Ao mesmo tempo, incorporar tecnologias que aprimorem a operação dos sistemas.

Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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