Master se beneficiou de fraude ao comprar precatório e dinheiro foi parar no exterior
Crédito do Grupo João Santos foi transferido para banco de Vorcaro de maneira irregular, e dinheiro arrecadado movimentou operações suspeitas.
A Justiça de São Paulo estendeu na segunda-feira, 2, o processo de recuperação judicial para 43 empresas do Grupo Fictor. Além disso, prorrogou por mais 20 dias a antecipação dos efeitos da recuperação, que protegem as empresas contra execuções, bloqueios e cobranças.
O grupo ganhou os holofotes no ano passado após tentar comprar o Banco Master um dia antes de ele ser liquidado pelo Banco Central.
A expectativa de advogados ligados ao caso é que, com a decisão, o caminho se abre para que uma decisão definitiva seja tomada sobre o pedido de recuperação judicial.

Grupo pediu em fevereiro recuperação judicial da Fictor Holding e da Fictor Invest, com dívidas de cerca de R$ 4 bilhões Foto: Timon/Adobe Stock
No início de fevereiro, foi feito o pedido de recuperação judicial pela Fictor Holding e Fictor Invest, com dívidas de cerca de R$ 4 bilhões. Porém, na última semana, a Fictor recuou e solicitou a inclusão de 28 empresas do grupo na recuperação. Depois, credores alertaram sobre a omissão de algumas subsidiárias e pediram a inclusão de mais 13 — posição reforçada pelo perito na constatação prévia.
Agora, o juiz Adler Batista Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, estendeu a todas as empresas no processo de recuperação, prorrogando por mais 20 dias o stay period (proteção contra execução) que havia sido concedido no mês passado apenas para as duas empresas que iniciaram o processo.
Entre as empresas que foram incluídas estão a Fictor Alimentos, Fictor Asset, Fictor Holding Financeira, Fictor Meios de Pagamentos, Oros Corretora de Seguros, Fictor Securitizadora, Fictor Agro Comércio de Grãos e Fictor Infra e Energia.
O juiz deu um prazo de 15 dias para que as novas participantes do processo apresentem as documentações necessárias e afirma que, até uma decisão definitiva, nada impede que novas empresas sejam incluídas no polo.
Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







