BRASÍLIA — O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a votação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia para a próxima semana em reação ao novo tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou a votação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia para a próxima semana após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar uma tarifa global de 15% sobre produtos de todos os países. Foto: Wilton Junior/Estadão
“Com as incertezas acerca da imposição de tarifas pelos Estados Unidos, resta ao Brasil lutar pela previsibilidade nas relações comerciais internacionais. Por isso, priorizaremos a votação do acordo Mercosul-UE para a próxima semana”, escreveu Motta no X.
Ele escalou o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), presidente do Republicanos e ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, como o relator da proposta.
Trump disse neste sábado, 21, que aumentará as tarifas globais dos Estados Unidos de 10% para 15% com efeito imediato, após o revés imposto na sexta-feira pela Suprema Corte à sua política comercial agressiva, considerada pelo Tribunal em grande medida ilegal.
Mercosul e União Europeia assinaram, no dia 17 de janeiro, o acordo que cria a maior área de livre-comércio do mundo, com 720 milhões de habitantes e PIB de € 21,7 trilhões (R$ 136 trilhões).
O acordo precisa ser confirmado pelos legislativos dos países envolvidos. No Brasil, o texto deve ser analisado pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) e depois pelo plenário na Câmara. O acordo também precisa ser aprovado pelo Senado.
A negociação, além de defendida historicamente, é vista como urgente para minimizar os efeitos da atuação de Trump em aumentar tarifas. O acordo eliminará impostos de importação do Mercosul sobre itens europeus em até 15 anos.
Do total importado pelo Brasil, 91% dos bens e 85% do valor terão tarifas zeradas nesse prazo. Do lado europeu, as tarifas levarão até 12 anos para serem eliminadas. Das importações feitas do Brasil pelos países do bloco, 95% dos bens e 92% do valor terão tarifas zeradas.
Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







