O anúncio de um protesto da direita para 1º de março reacendeu divisões no bolsonarismo. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) convocou o ato com o grito de ‘Fora, Lula, Moraes e Toffoli’, mas uma ala ligada à família Bolsonaro resiste ao foco no impeachment do ministro Dias Toffoli.

Esse grupo quer priorizar a anistia aos presos do 8 de janeiro e a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro. A convocação veio no dia 12 de fevereiro, logo após Toffoli deixar a relatoria do caso Banco Master no STF, sob suspeitas reveladas pela imprensa.

A disputa expõe críticas de que Nikolas busca protagonismo próprio, longe de Bolsonaro. Aliados do deputado veem isso como ‘dor de cotovelo’. conforme divulgado pela Folha de S.Paulo.

Tensões crescem nas redes sociais

Nikolas reagiu no domingo (15): ‘Se impeachment de ministros não é válido agora, por que estão há 3 anos pedindo o do Moraes? Até para criar narrativa, precisa de um mínimo de coerência. Patético a tentativa de esconder isso das pessoas’.

O deputado estadual Gil Diniz (PL), próximo de Eduardo Bolsonaro, rebateu: ‘Não acredite em nenhum alpinista político que cresceu com o apoio do Presidente Jair Bolsonaro e não tem por prioridade nesse momento a Anistia Geral e Irrestrita para todos os presos políticos!’.

No sábado (14), Nikolas insistiu: ‘Não acredite em ninguém que convoque para a manifestação do dia 01/03 e não peça o impeachment de ministros do STF e Fora Lula’. Ele também defende derrubar o veto da dosimetria para libertar presos do 8/1 e Bolsonaro.

Ala bolsonarista modula a pauta do protesto

Políticos como Mário Frias (PL), Gil Diniz, Lucas Bove (PL) e coronel Mello Araújo (PL) chamam o ato focando anistia e liberdade irrestrita, inclusive para Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro compartilhou o convite, dizendo que estaria na Paulista às 15h se pudesse.

Um aliado alerta que impeachment de Toffoli agora, a menos de um ano das eleições, beneficiaria Lula, que indicaria um novo ministro ao STF, talvez Rodrigo Pacheco (PSD). Isso destravaria nomeações no Judiciário.

Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, foi aconselhado a evitar a pauta do impeachment de Toffoli, segundo o Painel da Folha.

Divisões na família Bolsonaro e apoio misto a Nikolas

Michelle Bolsonaro apoia Nikolas, chamando-o de ‘separado por Deus para este tempo’ e ’06’, como um filho. Já Eduardo já o criticou por falta de engajamento no bolsonarismo.

Durante ato contra prisões do 8/1, houve distensão, com filhos de Bolsonaro parabenizando Nikolas. Flávio cogitou lançá-lo ao governo de MG, mas ele prefere reeleição e apoia a pré-campanha do senador.

A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil – Política e matérias da Folha de S.Paulo.

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