A Ekko Group, incorporadora focada na classe média na Região Metropolitana de São Paulo, vive um pesadelo após ambições grandiosas. O que era para ser o maior lançamento da história virou embargo judicial e paralisação de obras.

Projetos como o Reserva Golf, em Vila São Francisco, prometiam R$ 10 bilhões em VGV, mas estão travados desde 2022 por ação do Ministério Público. Moradores alegam danos ambientais irreversíveis.

A parceria com a Ipê Realty, de Carlos Eduardo Scripilliti, herdeiro da Votorantim, azedou. Empresas acumulam processos, distratos e inadimplência, conforme divulgado pelo Estadão.

Reserva Golf: o projeto que parou tudo

O Reserva Golf ocuparia 380 mil m² entre São Paulo e Osasco, com 26 torres, shopping e 3 mil unidades. Vendido com apelo de clube de golfe próximo, o terreno ex-família Matarazzo virou área verde protegida.

Em novembro de 2025, sentença judicial manteve embargo, anulou licenças e determinou replantio de 90% da floresta pela prefeitura e Cetesb, com multa de R$ 50 mil por dia. Ekko diz ter todos os licenciamentos regulares.

“A Ekko Group está no terceiro ano consecutivo trabalhando em seu turn around (plano de reestruturação financeira)”, afirma Diego Dias, CEO, em nota ao Estadão.

Processos e distratos explodem

Compradores pedem devolução de valores com correção e multas. TJ-SP registra dezenas de ações. Advogado Carlos Eduardo Parducci destaca falta de transparência: muitos nem sabiam do embargo.

Outros projetos como Smart Soul e Alpha 2 Senses sofrem atrasos. Ypê Investimentos, da Fingerprint, saiu arcando com prejuízos e devolveu valores a clientes.

Em 2024, Fingerprint comprou participação da Ekko na Ipê, capitalizando a empresa para honrar compromissos.

Credibilidade e fundos em xeque

Reclame Aqui e Google mostram críticas pesadas. Fundos como KIVO11 anteciparam dívidas de projetos na Granja Viana por inadimplência, acionando seguros de obra.

IRDM11 citou má gestão da Ekko como causa. Papéis valem só 14,53% do original. Compradores do Smart Flow em Osasco se mobilizam para finalizar obra sozinhos.

Reestruturação em curso

Diego Dias enfatiza foco em entregas: dois projetos em 2025 e quatro em 2026. Sem recuperação judicial, empresa corta custos e negocia dívidas.

Na nota integral, Dias detalha sociedade com Scripilliti desde 2016, fusão em 2021 e cisão em 2024 por impactos do embargo, com prejuízo de R$ 200 milhões.

Fonte original é o Estadão.

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