A iminente formação de um super El Niño coloca o Brasil em alerta máximo para o segundo semestre. A previsão aponta para extremos climáticos, com secas severas no Norte e Nordeste, além de chuvas torrenciais nas regiões Centro-Oeste e Sul do país, conforme divulgado pelo Estadão.

O cenário preocupa o mercado de seguros, que busca evitar que a população enfrente novos episódios de desamparo, como ocorreu durante as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. O objetivo central é conscientizar os brasileiros sobre a urgência de manter bens e vidas protegidos.

Segundo Patricia Chacon, CEO da Porto Seguro, a proteção é um passo fundamental para garantir a resiliência das famílias diante de catástrofes. A executiva reforça que o setor tem sido bastante vocal sobre a importância da contratação de apólices preventivas.

O impacto do clima na gestão de riscos e novos produtos

As mudanças climáticas deixaram de ser uma projeção para se tornarem parte central na estratégia das seguradoras. Hoje, o desenvolvimento de produtos e a precificação de riscos já consideram modelos meteorológicos avançados, capazes de prever ocorrências com base no CEP do segurado.

A tecnologia é uma aliada importante nesse processo, permitindo que as empresas monitorem previsões em tempo real. Dessa forma, as equipes conseguem se preparar antes mesmo que os eventos climáticos de grande escala se tornem efetivos, garantindo maior agilidade no atendimento.

Desafios na cobertura de residências e automóveis

Atualmente, o cenário de proteção no Brasil ainda apresenta lacunas significativas. Segundo dados do setor, menos de 20% das residências brasileiras possuem seguro, um número baixo frente à crescente frequência de alagamentos e vendavais registrados em diversas cidades.

No segmento automotivo, a realidade não é diferente, com apenas um terço da frota nacional protegida. As seguradoras têm buscado criar produtos mais acessíveis, que cabem no bolso do consumidor, visando reduzir o abismo de proteção que deixa milhares de brasileiros vulneráveis.

A busca por soluções para o seguro catástrofe

Para mudar esse panorama, o mercado trabalha em conjunto com entidades como a CNseg em projetos de desenvolvimento. A ideia é fortalecer a cultura de prevenção e facilitar o acesso da população a apólices que cubram danos causados por fenômenos extremos.

Outra frente de atuação envolve a Superintendência de Seguros Privados, que discute a formulação de políticas públicas focadas no chamado seguro catástrofe. O projeto, ainda em fase de desenho, pretende oferecer uma rede de segurança para a parcela da população que hoje está desassistida.

O avanço tecnológico também exige adaptação contínua, como no caso dos veículos elétricos e híbridos. A especialização na mão de obra e no fluxo de peças é essencial para atender esse novo perfil de mercado, mantendo o equilíbrio entre a rentabilidade e o crescimento das empresas.

A fonte original deste conteúdo é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa acessando aqui.

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