O agronegócio brasileiro terá um espaço de destaque no São Paulo Innovation Week (SPIW), que acontece entre 13 e 15 de maio de 2026. Curado por Marcos Jank, colunista do Estadão, e Ana Paula Malvestio, fundadora da Hólon Consultoria, o segmento contará com painéis que unem geopolítica, sustentabilidade e tecnologia.

O SPIW, organizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, será realizado no Pacaembu e na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Assinantes do jornal podem adquirir ingressos com 35% de desconto, enquanto não‑assinantes têm acesso a um link específico para compra.

Segundo Jank, a adoção de tecnologias avançadas, como agricultura de precisão, pode reduzir o uso de pesticidas em até 70%, trazendo mais eficiência e menos impactos ambientais. A programação reforça a ideia de que o agronegócio está passando de um modelo de escala para uma agenda integrada de inovação, imagem e governança (fonte: Estadão).

Programação do agronegócio no SPIW

Dia 13 – Inovação e sustentabilidade

Os painéis “Do solo ao token: como o digital está impactando o agro” e “Empreendedorismo: onde inovação e sustentabilidade se encontram” mostram como plataformas digitais e tokenização de ativos começam a remodelar o setor. Também são debatidos bioenergia e liderança, reforçando a importância de modelos consolidados frente às mudanças climáticas.

Dia 14 – Futuro da alimentação

O segundo dia foca na percepção internacional do agro, com sessões como “Agro: herói ou vilão?” e discussões sobre desperdício de alimentos e eficiência das cadeias alimentares, abordando desafios técnicos e reputacionais.

Dia 15 – Geopolítica e estratégia

Encerrando a trilha, os debates “Diplomacia dos alimentos: o agronegócio na nova ordem global” e “Geopolítica, mercados e poder: o novo jogo do agro brasileiro” colocam o Brasil no centro da disputa global por influência via alimentos, energia e commodities.

Participantes confirmados

Entre os nomes confirmados estão Silvia Massruhá, primeira mulher à presidência da Embrapa; Beto Abreu, presidente da Suzano; Teka Vendramini, ex‑presidente da Sociedade Rural Brasileira; Marcelo Batistela, da BASF; Marcos Troyjo, ex‑presidente do Novo Banco de Desenvolvimento; Maurício Rodrigues, da Bayer CropScience; João Adrien, do Itaú BBA; Raphael Falconi, da Just Climate; Geyze Diniz, do Pacto Contra a Fome; e Alexandre Stephan, da SP Ventures.

Jank destaca ainda o avanço da conectividade no campo, com uso de georreferenciamento e monitoramento por satélite para combater o desmatamento ilegal, evidenciando que o Brasil desenvolve tecnologia própria adaptada aos trópicos.

O SPIW será, portanto, um palco para discutir a transição do agronegócio brasileiro rumo a uma agenda mais complexa, que inclui tecnologia, governança e protagonismo geopolítico, conforme aponta o colunista do Estadão.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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