O ministro Dias Toffoli, do STF, está no centro de polêmicas por ligações com resorts de luxo no Paraná e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por fraudes. Irmãos do magistrado participaram de negócios milionários em empreendimentos como Tayayá, enquanto Toffoli era relator do caso no Supremo.
Documentos mostram uma teia de empresas familiares e fundos que receberam milhões de investidores ligados a Vorcaro. A CPI do Crime no Senado aprovou convites para Toffoli e outros ministros, questionando conexões com crime organizado.
Essas revelações levantam dúvidas sobre imparcialidade no STF e movimentam investigações. Entenda os detalhes dessa rede complexa que mistura família, resorts e suspeitas financeiras, conforme divulgado pelo Estadão.
Novas Relatorias e Suspeitas Contra Toffoli no STF
André Mendonça assumiu a relatoria do caso Banco Master no STF após sorteio. Ele se reuniu com delegados da PF para avaliar o processo, que envolve fraudes na venda do banco ao BRB.
Suspeitas contra Toffoli foram reportadas pela PF em documento de 200 páginas, mas ministros consideram a apuração ilegal, sem autorização prévia do STF. A arguição de suspeição contra ele foi arquivada após reunião da corte.
Toffoli prorrogou a investigação por 60 dias em janeiro. Mendonça decidirá se o caso fica no STF ou vai para instâncias inferiores, dependendo de foro privilegiado.
Empresa Familiar de Toffoli nos Resorts Tayayá
A Maridt Participações, da qual Toffoli admite ser sócio junto aos irmãos José Eugênio e José Carlos, comprou 33% de empresas do resort Tayayá em Ribeirão Claro, PR, em dezembro de 2020. O capital social era de apenas R$ 150, usando CNPJ de prateleira.
Os irmãos Toffoli tiveram 18% no Tayayá Porto Rico Residence & Resort, em São Pedro do Paraná, de 2021 a 2024. O empreendimento prevê 220 apartamentos, 338 lotes e áreas de lazer com marina e piscinas de borda infinita.
Prima Mário Humberto Degan já era sócio nessas empresas. Toffoli nega gestão, citando lei que permite dividendos a magistrados sem administração.
Rota do Dinheiro: Vorcaro e Fundos Suspeitos
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, era cotista único do fundo Leal, que investiu no Tayayá. Fundos da Reag injetaram R$ 40 milhões no resort ligado à família Toffoli.
A Maridt vendeu participação por R$ 3,5 milhões à PHD Holdings, de Paulo Humberto Barbosa, ligado à JBS. PF vê indícios de lavagem de dinheiro do PCC via estruturas de Vorcaro.
Toffoli nega pagamentos de Vorcaro. A PF enviou relatório à PGR, que pode denunciar suspeitos.
Fonte original: Estadão







