A Frente Parlamentar da Agropecuária apresentou uma nova estratégia para resolver o impasse das dívidas no campo. O grupo enviou ao Ministério da Fazenda uma contraproposta que eleva o investimento federal para socorrer os produtores rurais brasileiros.

O texto surge como uma resposta direta aos limites sugeridos pela equipe econômica de Fernando Haddad. Enquanto o governo tenta conter gastos, os parlamentares buscam ampliar o alcance das medidas para quem perdeu renda de forma significativa recentemente.

A proposta da bancada parlamentar prevê um custo anual de R$ 2,5 bilhões, superando o R$ 1,5 bilhão sugerido inicialmente pelo Poder Executivo federal, conforme divulgado pelo Estadão, Broadcast.

O embate entre o Ministério da Fazenda e a bancada do agronegócio

Diferenças no alcance da renegociação das dívidas rurais

A principal divergência entre as partes está em quem poderá acessar a renegociação das dívidas rurais. O governo federal quer restringir o benefício apenas aos produtores atingidos por eventos climáticos adversos que sejam comprovados por laudos.

Por outro lado, a bancada ruralista defende que a medida inclua quem teve prejuízos por queda de preços das commodities ou questões geopolíticas. Segundo a FPA, 65% do endividamento atual vem da perda de renda e mercado, não só do clima.

Taxas de juros e novos prazos de pagamento

A contraproposta da FPA sugere taxas de juros diferenciadas. Para quem sofreu com o clima, as taxas variariam entre 4% e 8%, enquanto para perdas de renda os juros ficariam entre 5% e 9% ao ano, dependendo do porte do produtor.

O Ministério da Fazenda, no entanto, propõe juros mais altos, chegando a 12% para os grandes produtores. O agronegócio também pede dez anos para pagar o montante, com dois anos de carência sem cobrança de juros durante esse período de espera.

O impacto fiscal e as fontes de recurso no campo

O custo total da proposta da bancada é estimado em R$ 25 bilhões ao longo de uma década. A Fazenda vê o movimento com preocupação, chamando o projeto original do Senado de pauta-bomba, com risco de impacto fiscal de R$ 140 bilhões.

Sobre a origem dos recursos, os parlamentares sugerem usar o superávit do Fundo Social do Pré-Sal. Já o governo prefere utilizar verbas do Plano Safra e outros fundos públicos para garantir a estabilidade das contas da União neste momento.

Pontos de consenso e próximos passos no Congresso

Apesar das diferenças, há acordo sobre a criação de um Fundo Garantidor para as operações. Os parlamentares solicitam um aporte inicial de R$ 5 bilhões para dar segurança aos bancos e aos produtores rurais que estão envolvidos no processo.

Agora, o agronegócio pressiona pela votação rápida do tema na Câmara dos Deputados. O governo, por sua vez, sinaliza que pode vetar ou até judicializar o tema caso o impacto financeiro saia do controle esperado pela equipe econômica atual.

A fonte original desta notícia é o Estadão, Broadcast, e você pode conferir a matéria completa em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

You May Also Like
Samsung Electronics ultrapassa US$ 1 trilhão em valor de mercado

Samsung evita greve geral de 18 dias com acordo de última hora! Veja o que muda agora

Gigante dos chips e sindicato entram em consenso provisório sobre bônus para evitar paralisação
BRB foi vítima de fraude de ex-presidente e Ibaneis tem CPF diferente do meu, diz governadora do DF

Governo do Distrito Federal busca apoio de Lula para cobrir rombo bilionário do Banco Master no BRB que ameaça estabilidade da instituição financeira

A governadora Celina Leão acionará o Tesouro Nacional em uma tentativa de salvar o Banco de Brasília, mesmo após embates políticos com a gestão petista
‘Já votei no Bolsonaro e no Lula, e não quero que essa briga continue’, diz CEO da BR Partners

Ajuste fiscal ou abismo? CEO da BR Partners alerta sobre o cenário econômico e projeta 2026

Ricardo Lacerda aponta os riscos dos juros altos no cenário econômico e revela seu apoio a Ronaldo Caiado.
Fim do trabalho em casa? Home office vira raridade na maioria das empresas brasileiras, diz pesquisa

Home office está acabando? Saiba por que o trabalho remoto integral virou exceção no Brasil

Levantamento da Robert Half indica que apenas 3% das vagas atuais oferecem regime totalmente remoto.