A proximidade da implementação da reforma tributária tem gerado uma onda de incertezas e desinformação entre os contribuintes brasileiros, que buscam entender como as novas regras afetarão o consumo.

Entre os temas mais discutidos está o chamado split payment, um mecanismo técnico que promete transformar a forma como os impostos são recolhidos no exato momento de cada transação financeira realizada.

Para esclarecer o que é verdade e o que é invenção, especialistas apontam os principais equívocos que circulam sobre o tema e como o sistema deve operar na prática, conforme divulgado pelo Estadão.

Entenda as mudanças do Split Payment na Reforma Tributária

O cronograma gradual e o papel dos bancos

Diferente do que muitos acreditam, o split payment não começa a valer para todos já em 2025. A previsão é que a implementação ocorra a partir de 2027, de forma gradual e focada em operações entre empresas.

As instituições financeiras não farão esse trabalho gratuitamente. Existe uma discussão sobre a remuneração dos bancos, com valores estimados em R$ 0,39 por operação para realizar a separação do imposto devido ao governo.

O mecanismo como seguro para o crédito tributário

Existe o mito de que ninguém usará o sistema se ele for opcional. Na verdade, ele funciona como um seguro para o crédito tributário nas operações entre empresas, reduzindo riscos fiscais significativos para os compradores.

Como o direito ao crédito depende do efetivo recolhimento do imposto pelo fornecedor, o split garante que a parcela do tributo seja separada na liquidação, protegendo o comprador de eventuais falhas do vendedor.

Os limites no combate à sonegação fiscal

Afirmar que o novo sistema acabará com a sonegação é uma meia,verdade. Ele fecha portas para a inadimplência em vendas oficiais, mas não consegue atuar em transações que são realizadas sem a emissão de nota fiscal.

O split payment depende da identificação do imposto no sistema de pagamento. Se a operação ocorre na informalidade, o Fisco continua sem meios de rastrear ou separar os tributos que sequer foram declarados pelas partes.

A lógica do IVA e o valor das alíquotas

Muitos temem que o governo retire quase 28% de cada venda realizada. Contudo, o sistema considera a lógica de débitos e créditos do IVA, respeitando os créditos tributários que a empresa já possui para utilizar.

Dessa forma, o valor efetivamente recolhido em cada operação não será necessariamente igual à alíquota cheia, garantindo que a carga tributária respeite a dinâmica de compensações prevista na reforma tributária atual.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode ler a matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

You May Also Like
Intenção de compra de imóveis sobe, mas classe média compra usados por falta de opções

Compra de imóveis: por que os usados viraram febre e como aproveitar os preços?

A intenção de compra de imóveis atingiu recorde histórico, mas juros altos empurram famílias para o mercado de segunda mão.
Balança comercial: Brasil registra superávit de US$ 7,1 bi em julho

Balança comercial brasileira surpreende em 2026 e registra superávit de US$ 7,1 bi em julho

Com exportações em alta no setor extrativo e agropecuário, o Brasil acumula saldo positivo de US$ 49 bilhões nos primeiros sete meses do ano.
Prefeitura entrega a 483ª UBS e amplia acesso à atenção básica para 20 mil moradores da zona sul

Nova UBS Cidade Dutra é inaugurada em SP: veja como o novo posto vai mudar a saúde na zona sul!

Prefeitura de São Paulo entrega a 483ª Unidade Básica de Saúde para beneficiar 20 mil moradores
Raízen apresenta versão do plano de recuperação extrajudicial; assembleias ocorrem nesta quarta

Raízen protocola plano de recuperação extrajudicial para reestruturar dívida bilionária de R$ 64,7 bilhões com apoio massivo de seus credores

A companhia busca estabilidade financeira através de novos aportes da Shell e da família Ometto, além de uma conversão estratégica de parte de suas obrigações