Desde esta quinta-feira (1º), entra em vigor a reforma do Imposto de Renda (IR) sancionada em novembro, que traz mudanças importantes para vários perfis de contribuintes no Brasil. A novidade mais impactante é que a faixa de isenção foi ampliada: agora, quem ganha até R$ 5 mil por mês está totalmente isento do IR, o que representa cerca de 15 milhões de brasileiros. Isso pode significar uma economia de até R$ 4 mil ao ano para os trabalhadores nessa faixa, inclusive considerando o 13º salário.
O que muda para os salários em 2026?
Além da isenção total até R$ 5 mil, a reforma criou uma faixa intermediária para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês. Nessa faixa, o desconto do IR será gradual, diminuindo conforme a renda aumenta, evitando aumentos bruscos no imposto — o chamado “degrau tributário”. Por exemplo, quem ganha R$ 5.500 terá o imposto mensal diminuído cerca de 75%, e aqueles com R$ 6.500 podem economizar aproximadamente R$ 1.470 por ano.
Essa mudança já pode ser sentida na retenção do imposto na folha de pagamento do salário de janeiro, que começa a ser pago neste mês.
Quem ganha mais vai pagar mais
Para compensar a perda de arrecadação causada pela isenção ampliada, a reforma institui um Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM) para quem tem renda anual acima de R$ 600 mil (ou R$ 50 mil por mês). Ele traz uma alíquota progressiva de até 10% para essa faixa de alta renda, afetando cerca de 141 mil contribuintes que terão que pagar mais IR.
Tributação de dividendos: o que muda?
Outra alteração importante é a cobrança de 10% de imposto retido na fonte sobre dividendos que ultrapassarem R$ 50 mil por mês pagos por uma única empresa a um sócio ou investidor pessoa física. Até então, esses valores eram isentos. A grande maioria dos investidores não será afetada, já que o limite é alto, mas sócios e empresários que recebiam altos dividendos precisarão ficar atentos. O imposto poderá ser compensado na declaração anual.
Impactos e reflexões
Para quem ganha até R$ 5 mil, a reforma representa uma ótima notícia: menos desconto em folha e mais dinheiro no bolso para consumir ou investir, o que pode ajudar a movimentar a economia local. Para trabalhadores com salários um pouco maiores, a faixa intermediária traz alívio gradual, evitando surpresas negativas.
Já os mais ricos terão que repensar o planejamento financeiro, pois pagarão mais imposto, além de começar a ser tributado sobre os dividendos altos. Essa medida pode incentivar a diversificação dos investimentos e a busca por estratégias mais eficientes de gestão fiscal.
É importante lembrar que a declaração do Imposto de Renda de 2026 continuará seguindo as regras antigas, pois se refere ao ano-base 2025. As adaptações completas só vão aparecer na declaração de 2027. Portanto, fique atento ao que está mudando para não ser pego de surpresa.
Dicas práticas
- Revise seu planejamento financeiro com foco no novo IR, especialmente se você está no grupo de alta renda ou recebe dividendos altos.
- Aproveite a economia para investir ou quitar dívidas, tornando seu dinheiro mais eficiente.
- Fique atento aos prazos e documentos para a declaração de IR que será ajustada a partir de 2027.
- Considere consultar um contador ou especialista em finanças para tirar dúvidas sobre as mudanças.
Para se aprofundar no tema, acompanhe as notícias oficiais no site do governo e consulte análises de especialistas em economia.
Fonte: Agência Brasil






