O Banco de Brasília (BRB) enfrenta uma grave crise patrimonial que pode culminar em sua liquidação ou em uma venda para o setor privado. O governo do Distrito Federal (DF) tem menos de 45 dias para conseguir um aporte bilionário que evite o colapso da instituição.

Além da dificuldade de obter empréstimo, o BRB foi abalado pela prisão do ex‑presidente Paulo Henrique Costa, acusado de receber propina em imóveis do banqueiro Daniel Vorcaro, na Operação Compliance Zero.

Com o Banco Central já tendo recusado a compra do banco e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) mantendo “portas fechadas” para financiamento, a privatização do BRB entra no radar como possível solução, conforme divulgado pelo Estadão.

Privatização do BRB: cenário e pressões políticas

Contexto da crise

O BRB acumulou um rombo em seu balanço após adquirir carteiras de crédito fraudulenta do Master e ainda não recebeu o aporte necessário do governo do DF. O prazo para a assembleia que aprovará o aumento de capital foi adiado para 22 de maio, e o governo tem até 29 de maio para captar recursos.

Negociações com o FGC e mercado

O Fundo Garantidor de Crédito só liberaria empréstimo se participar de um consórcio bancário, mas as garantias oferecidas — imóveis públicos do DF — são consideradas pouco atrativas. Até o momento, o DF não conseguiu montar tal consórcio.

Postura da governadora Celina Leão

A governadora do DF, Celina Leão (PP), tem pressionado tanto o mercado quanto o Banco Central pela privatização do BRB, afirmando que o governo federal não demonstra boa vontade para ajudar o banco. Ela reconhece que a privatização pode ser preferível à liquidação, embora enfrente resistência política na Câmara Legislativa do DF.

Possíveis caminhos e consequências

Se o aporte não for garantido, duas alternativas permanecem: um novo acionista que injetará capital, reduzindo a participação do DF a menos de 50% e mudando o controle, ou a liquidação pelo Banco Central. A última venda de banco público no Brasil ocorreu em 2004, quando o Banco do Maranhão foi adquirido pelo Bradesco.

O presidente do BRB, Nelson de Souza, assegura que o banco não vai quebrar e que continuará sendo “ícone do povo de Brasília”. Contudo, a decisão final dependerá da aprovação da assembleia e das negociações com investidores privados.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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