A teoria econômica clássica, como o modelo Mundell-Fleming, prevê que tarifas de importação valorizem a moeda nacional. Elas encarecem bens estrangeiros, reduzem importações e atraem capitais com juros mais altos. Mas nos EUA de Trump, isso não aconteceu.
O dólar desvalorizou mais de 10% frente a moedas fortes, pelo índice DXY, desde o início do mandato. Bolsas americanas parecem fortes em dólar, mas em euros mal se mexeram. Irresponsabilidade fiscal e pressões no Fed preocupam investidores.
Declarações sobre tarifas, acordos internacionais e territórios estrangeiros elevaram o risco. Mercados questionam instituições americanas, levando a quedas em ações, títulos e dólar. Conforme divulgado pelo Estadão.
Teoria Econômica vs. Realidade nos EUA
O modelo Mundell-Fleming explica: tarifas melhoram o saldo externo, elevam juros e atraem capitais com mobilidade alta. Isso aprecia o câmbio, compensando o protecionismo. Tarifas reduzem importações e demandam mais produção local.
Mas no governo Trump, o dólar caiu. Fatores como déficit fiscal e ataques a organismos multilaterais pós-guerra geraram desconfiança. Investidores fugiram de ativos americanos, invertendo a teoria.
Queda do Dólar e Impactos Globais
A participação do dólar em reservas cambiais caiu de 72% em 1999 para cerca de 57% hoje. Apesar disso, está 7% acima do nível de 20 anos atrás pelo DXY. Ajustes podem continuar.
Quedas simultâneas em ações, títulos e moeda são raras nos EUA. Indicam perda de confiança institucional, algo preocupante para o mundo.
Benefícios para Economias Emergentes como o Brasil
Realocação de portfólios favorece emergentes. No Brasil, isso contém inflação e permite juros menores. Oportunidade para atrair investimentos.
Riscos de uma Crise no Dólar Americano
Sem substituto para o dólar como moeda global, uma deterioração nos EUA gera ondas de choque. Perda de confiança pode afetar todos.
A fonte original é o Estadão e um link para a matéria original.







