O mercado global de energia sofreu um forte abalo nesta quarta-feira, com uma declaração polêmica vinda diretamente dos Estados Unidos sobre o conflito no Oriente Médio.

A quebra de um acordo diplomático importante promete redefinir os custos de transporte de combustíveis, gerando um efeito cascata em diversos setores da economia mundial.

O cenário de instabilidade ocorre após novos ataques militares e o aumento das tensões na região, conforme divulgado pelo Estadão.

O fim do cessar-fogo e a alta do petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou categoricamente que o acordo provisório com o Irã chegou ao fim, embora tenha sinalizado que as negociações podem continuar.

A reação do mercado foi imediata. Os preços do petróleo subiram mais de 6% logo após os comentários, refletindo o medo de interrupções no fornecimento global da commodity.

“Para mim, acho que acabou”, respondeu Trump ao ser questionado sobre o cessar-fogo. Ele completou dizendo que “é apenas uma perda de tempo lidar com eles”, durante a cúpula da Otan.

O impacto imediato nos preços internacionais

O petróleo bruto Brent, principal referência internacional, registrou uma alta expressiva de 6,3%, sendo negociado na casa dos US$ 78,80 por barril, um salto considerável em poucas horas.

Já o petróleo de referência nos Estados Unidos acompanhou a tendência e subiu 6,4%, atingindo US$ 75,00 por barril, revertendo a queda que vinha ocorrendo desde fevereiro.

Analistas apontam que essas turbulências geram incertezas graves sobre a inflação global, afetando desde o preço da gasolina até o custo de vida nas grandes metrópoles.

Conflitos no Estreito de Ormuz e rotas marítimas

O ponto central da crise é o Estreito de Ormuz, uma rota vital por onde passa grande parte do combustível do mundo. Ataques a navios na região desencadearam a reação militar americana.

Teerã insiste em controlar as rotas das embarcações, o que altera décadas de práticas marítimas. O governo iraniano prometeu cobrar taxas de passagem, algo que os EUA não aceitam.

Atualmente, o fluxo de navios caiu drasticamente. Se antes mais de 100 embarcações passavam por ali diariamente, hoje o número é reduzido, com muitos evitando a costa iraniana por segurança.

Retaliações militares e o futuro da região

O governo Trump revogou isenções que permitiam ao Irã vender petróleo e atingiu mais de 80 alvos no país, visando enfraquecer a capacidade militar das forças armadas iranianas.

Em resposta, o Irã atacou 85 instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait. Esse ciclo de retaliações compromete a recuperação do tráfego marítimo e a paz na região.

Além da questão energética, investidores temem que a instabilidade política afete o setor de tecnologia, já que o mercado de chips e centros de dados depende de estabilidade econômica.

A fonte original é a Estadão e um link para a matéria original: https://www.estadao.com.br/economia/precos-petroleo-disparam-trump-cessar-fogo-ira/

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