A Petrobras oficializou a assinatura de contratos para explorar oito novos blocos na Costa do Marfim, ampliando significativamente sua atuação no setor de óleo e gás em águas profundas africanas.
A operação é liderada pela subsidiária Petrobras Netherlands B.V. e reflete o esforço da companhia em descobrir novas fronteiras exploratórias para compensar o futuro esgotamento das reservas do pré-sal.
A iniciativa busca garantir a sustentabilidade do negócio e a geração de valor para os acionistas, focando em regiões de alto potencial geológico, conforme divulgado pelo Estadão.
Novos horizontes na margem equatorial africana
Os novos contratos de partilha de produção abrangem os blocos CI-513 e do CI-600 ao CI-702. Segundo a estatal, essas áreas asseguram a presença em regiões de elevado potencial na margem equatorial africana.
Parceria estratégica com o governo local
A Petrobras terá uma participação dominante de 90% nos blocos, atuando como operadora principal. A estatal local, Petroci Holding, manterá os 10% restantes, consolidando a parceria internacional da companhia.
Magda Chambriard, presidente da estatal, destacou que a diretora Sylvia Anjos viajou pessoalmente para a Costa do Marfim para formalizar o acordo, que inclui oito blocos em áreas de águas profundas.
Foco na reposição de reservas de petróleo
A executiva mencionou que a empresa já atua na Namíbia e em São Tomé e Príncipe, mas deseja ampliar ainda mais esse portfólio, citando inclusive o interesse em avaliar o potencial de Gana em breve.
Sobre a Margem Equatorial brasileira, Magda reafirmou a importância da área, afirmando que todos os esforços feitos até agora confirmam que a região é promissora e seguirá no radar de exploração da empresa.
Investimento consciente e disciplina financeira
Mesmo com o preço do barril de petróleo em patamares elevados, a presidente garantiu que a empresa manterá o foco na disciplina de capital, evitando gastos excessivos que possam comprometer o futuro da estatal.
Magda alertou que projetos de petróleo levam cerca de dez anos para maturar, por isso é fundamental ser cauteloso. “Previsões indicam que o petróleo vai voltar para US$ 59, não sabemos quando”, disse a executiva.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria original clicando aqui: Estadão.





