A recente decisão dos Estados Unidos de impor um novo tarifaço ao Brasil movimentou o cenário político nacional, gerando um debate intenso sobre as responsabilidades diplomáticas e econômicas.

Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Genial/Quaest buscou entender como a população brasileira enxerga essa medida e quem eles consideram o principal culpado pelo aumento das taxas.

Os resultados mostram uma polarização clara, mas com uma vantagem significativa para a narrativa do governo federal sobre os impactos dessa decisão, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

O impacto do tarifaço na política brasileira

A disputa de narrativas entre Lula e Flávio

De acordo com o levantamento, para 51% dos entrevistados, a responsabilidade pelo novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil é do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro.

O instituto perguntou se os eleitores concordavam com o presidente Lula, que acusa o senador de incentivar a medida, ou com Flávio, que diz ter pedido a Donald Trump para não taxar o Brasil.

Os dados mostram que a concordância com Lula subiu de 47% em junho para 51%, enquanto o apoio à versão de Flávio Bolsonaro caiu de 35% para 30% no mesmo período de análise.

Percepção do eleitor sobre as eleições de 2026

O impacto eleitoral da medida americana parece favorecer o atual governo. Segundo a pesquisa, 42% dos ouvidos disseram que o tarifaço aumenta a vontade de votar em Lula nas próximas eleições.

Em contrapartida, apenas 27% dos entrevistados afirmaram que a situação aumenta o desejo de votar em Flávio Bolsonaro, evidenciando um desgaste na imagem do senador perante o eleitorado.

Além disso, 62% dos brasileiros declararam ter conhecimento sobre as novas tarifas, e a grande maioria, cerca de 63%, acredita que as medidas vão prejudicar a vida dos brasileiros.

Influência internacional e a viagem de Flávio

A pesquisa também avaliou a percepção sobre a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Cerca de 57% dos entrevistados afirmaram que não sabiam da viagem oficial feita pelo parlamentar.

Entre os que tinham conhecimento da agenda, a confiança na capacidade de articulação do senador é baixa, pois 58% acreditam que ele não tem influência para convencer Donald Trump a rever a decisão.

Apenas 34% dos eleitores disseram confiar que Flávio Bolsonaro teria força política suficiente para interceder junto ao ex-presidente americano em favor dos interesses comerciais do Brasil.

Rejeição e cenário atual dos candidatos

O levantamento Genial/Quaest trouxe ainda o índice de rejeição dos pré-candidatos. Flávio Bolsonaro aparece com 57%, o maior índice registrado entre os nomes apresentados na pesquisa.

O presidente Lula registra 50% de rejeição, enquanto outros nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema aparecem com índices menores, de 34% e 31%, respectivamente no levantamento.

A pesquisa foi realizada entre 10 e 13 de julho com 2.004 pessoas. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o registro no TSE oficial é o BR-07181/2026.

A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil e você pode conferir a matéria completa em: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2398045/genialquaest-maioria-dos-brasileiros-ve-responsabilidade-de-flavio-bolsonaro-no-novo-tarifaco?utm_source=rss-politica&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed

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