Polícia Civil apura irregularidades em contrato milionário na capital paulista

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta segunda-feira (1º), uma operação de busca e apreensão focada em um contrato da prefeitura com o Instituto Conhecer Brasil. A ação investiga suspeitas de corrupção e desvio de verbas públicas destinadas à instalação de internet.

As buscas alcançaram a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia, além de endereços ligados a Karina Ferreira da Gama. Ela preside o instituto e também comanda a Go UP Entertainment, produtora responsável pelo filme Dark Horse, focado na trajetória de Jair Bolsonaro.

A ofensiva policial ganhou força após indícios de que recursos municipais poderiam ter sido repassados para a produção cinematográfica, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto.

Motivação e alvos da investigação policial

O foco principal da operação é um contrato de R$ 108 milhões para a oferta de Wi-Fi gratuito na cidade. A polícia apura crimes como fraude em licitação e emprego irregular de verbas, após identificar que o valor pago por ponto de acesso era muito superior ao mercado.

Enquanto a empresa pública Prodam cobra cerca de R$ 230 pela implantação de cada ponto, o Instituto Conhecer Brasil teria cobrado R$ 1.800. Há também a suspeita de que pagamentos foram realizados pela prefeitura sem que os serviços fossem efetivamente prestados.

Suspeita de lavagem de dinheiro e o filme sobre Bolsonaro

Relatórios do Coaf apontaram movimentações atípicas nas contas de Karina Ferreira da Gama. Os investigadores suspeitam que o dinheiro público desviado da prefeitura tenha sido injetado na produção do filme Dark Horse, evidenciando uma possível prática de financiamento cruzado.

A polícia trabalha com a hipótese de lavagem de dinheiro através de empresas subcontratadas. O senador Flávio Bolsonaro, questionado sobre o caso, negou qualquer relação entre a operação policial e o financiamento da produção audiovisual citada.

Posicionamento dos envolvidos sobre a operação

A Prefeitura de São Paulo informou que colabora com as autoridades e que o contrato seguiu todos os trâmites legais. Em nota, o órgão defendeu a transparência do processo e destacou que os dados solicitados já foram entregues aos órgãos de fiscalização responsáveis.

Por sua vez, Karina Ferreira da Gama negou as acusações. Ela afirmou que a contratação pelo poder público ocorreu de forma regular e garantiu que o filme sobre Jair Bolsonaro não recebeu aportes financeiros de empresas ou pessoas físicas brasileiras.

Detalhes da apuração em curso

As investigações seguem em sigilo e buscam esclarecer a origem e o destino de cada centavo repassado ao Instituto Conhecer Brasil. A Justiça autorizou o acesso a movimentações financeiras para entender como o montante de R$ 108 milhões foi gerido.

O desenrolar do caso promete novos capítulos sobre o uso de recursos da capital paulista. A fonte original é o Notícias ao Minuto Brasil e você pode conferir a matéria completa em Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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