O ex-presidente Jair Bolsonaro prestou um depoimento rápido à Polícia Civil do Distrito Federal nesta terça-feira, dia 23. O foco da investigação é uma pistola Glock 9 milímetros registrada em seu nome.

A arma foi apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz na semana passada, gerando novos questionamentos judiciais. O caso ocorre em um momento sensível para a liberdade do ex-mandatário.

A oitiva durou cerca de cinco minutos e foi realizada na própria residência de Bolsonaro, sob autorização do Supremo Tribunal Federal, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Entenda o motivo do depoimento de Jair Bolsonaro

De acordo com o advogado Paulo da Cunha Bueno, as declarações reafirmaram o que já havia sido dito pela defesa, sem acréscimos ou divergências importantes no relato oficial do ex-presidente sobre o armamento.

O depoimento de Bolsonaro foi gravado em vídeo e durou cerca de cinco minutos, segundo informou Bueno após o encontro com o delegado adjunto da 17ª delegacia de polícia, Thiago Boeing, em Brasília.

O advogado afirmou em nota que “Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático”, defendendo o arquivamento do inquérito.

A versão da defesa sobre o defeito na pistola

Na última quarta-feira, a defesa do ex-presidente afirmou que ele pediu o conserto de uma pistola após constatar uma falha. Segundo os advogados, a entrega da arma teve a única finalidade de buscar auxílio técnico.

A manifestação ao STF destacou que, apesar da condenação de Bolsonaro, não houve ordem para entrega de armas ou cancelamento de registros. O certificado de registro da pistola apreendida é datado do ano de 2019.

Recentemente, o peticionário teria constatado que o mecanismo não funcionava regularmente. Sem identificar a causa, entregou a arma ao segundo sargento do Exército, Estácio Leite da Silva Filho, para verificação.

O impacto no prazo da prisão domiciliar

A investigação ainda deve ouvir o segurança de Bolsonaro e apresentar o laudo da arma. Para a defesa, não há correlação entre o episódio e o fim do prazo da prisão domiciliar, que vence nesta quinta-feira.

O caso pode ser determinante para a continuidade do benefício, concedido temporariamente em março. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes definir se mantém a medida ou se determina o retorno à unidade prisional.

Moraes questionou a razão pela qual o condenado mantinha uma arma em casa com carregador sobressalente. A menção explícita ao fim do prazo é vista por interlocutores como um sinal de alerta para a situação do político.

A desconfiança do ministro Alexandre de Moraes

O magistrado sugere que ordens judiciais podem estar sendo descumpridas. Existem procedimentos obrigatórios de revista nos carros que saem da casa de Bolsonaro, mas a arma foi achada a 33 quilômetros de distância.

A Polícia Militar informou que os carros dos seguranças ficam estacionados na rua e não entram na garagem, por isso não passam por vistorias. Esse detalhe aumentou a desconfiança sobre a vigilância no local.

A violação de medidas cautelares costuma ser usada por Moraes para revogar benefícios. O comportamento do motorista na blitz, que fechou o vidro repentinamente ao ser abordado, também foi citado no processo oficial.

A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil, e você pode ler a matéria completa através do link: Notícias ao Minuto.

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