O Ministério da Fazenda reforçou nesta semana a importância de manter as regras atuais para garantir a previsibilidade econômica do País. O foco agora é o fortalecimento do modelo vigente.

A estratégia do governo envolve o controle rigoroso de gastos e a busca por um cenário que permita a queda sustentável do custo do crédito para o setor produtivo e para a população em geral.

As recentes declarações de membros da equipe econômica trazem luz aos próximos passos do governo para o fechamento do orçamento, conforme divulgado pelo Estadão.

O futuro do arcabouço fiscal e o equilíbrio das contas

O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a continuidade do atual arcabouço fiscal. Segundo ele, o Brasil precisa de estabilidade para que a política econômica seja previsível.

“O País está cansado de troca de regras fiscais. Há muita regra fiscal sendo trocada, muita promessa vazia. O arcabouço fiscal conseguiu trazer impacto fiscal neutro de 2024 a 2026, e ele precisa ser aperfeiçoado”, afirmou.

Durigan acredita que a consolidação dessa regra é essencial para reduzir a pressão sobre a taxa de juros. O objetivo é combinar a responsabilidade com as contas públicas a um projeto de desenvolvimento sustentável.

Revisão de gastos e a busca por juros civilizados

Para o Ministério da Fazenda, a redução dos gastos obrigatórios é o caminho para abrir espaço para juros mais baixos. “Temos que continuar revendo o gasto obrigatório e olhar para que o Brasil siga crescendo”, defendeu Dario Durigan.

A equipe econômica aposta em gatilhos de contenção de despesas a partir de 2025. Embora o ganho atual seja considerado modesto, ele sinaliza uma trajetória de melhora para investidores nacionais e estrangeiros.

O governo projeta que o compromisso fiscal permanente permitirá que a taxa de juros atinja níveis civilizados. O Orçamento de 2027 já prevê o início de uma sequência de superávits primários no Brasil.

Estabilidade institucional como pilar econômico

Além das questões técnicas, a estabilidade política foi citada como fator decisivo para a confiança do mercado. O respeito aos resultados eleitorais e a redução de ruídos institucionais ajudam a baixar custos financeiros.

“As eleições precisam passar com tranquilidade, não dá para ter quebra-quebra; tem que ter reconhecimento do resultado”, alertou Durigan ao comentar o próximo ciclo eleitoral de 2026.

Para a Fazenda, um Estado forte e um mercado forte devem atuar em sinergia. O governo pretende investir onde o setor privado não tiver apetite, garantindo que o País continue em uma rota de crescimento constante.

Reforma tributária sem nova burocracia

Sobre a reforma tributária, o governo garantiu que não serão criados novos entraves para os empresários. A orientação central é simplificar processos e facilitar a vida de quem produz e gera empregos.

“O Estado tem que ser, de fato, mais eficiente, para não soar ou não ser de fato um entrave na vida dos empresários”, afirmou Durigan, reforçando o compromisso com a modernização do sistema de impostos.

A intenção é manter o combate aos privilégios e revisar benefícios fiscais ineficientes. A meta é garantir isonomia, permitindo que todos os setores contribuam de forma justa para o equilíbrio das contas públicas.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa no link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

You May Also Like
EUA impõem novas sanções para impedir venda de petróleo iraniano à China

EUA impõem novas sanções contra venda de petróleo iraniano à China dias antes de viagem de Donald Trump para encontro estratégico com Xi Jinping

Medidas focam em doze entidades e indivíduos, incluindo membros da Guarda Revolucionária, em um movimento que tensiona as relações diplomáticas e comerciais entre as grandes potências globais.
EUA perdem 92 mil vagas em fevereiro e jogam Fed na berlinda em meio à guerra com o Irã

EUA perdem 92 mil vagas em fevereiro e jogam Fed na berlinda em meio à guerra com o Irã

Petróleo e gás disparam; Bolsas operam em queda após ataques ao Irã…
Governo do DF diz que há risco de liquidação ou intervenção federal se não houver aporte no BRB

Governo do DF diz que há risco de liquidação ou intervenção federal se não houver aporte no BRB

Diretor do BC à PF diz que BRB deveria ter identificado fraudes…
Como a arquitetura das plataformas de bets induz ao aumento do vício em apostas

Bets no Brasil: O segredo oculto por trás do vício que a lei não controla. Entenda!

A arquitetura das plataformas de apostas é desenhada para explorar o cérebro e manter o usuário jogando.