O procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, alertou que o Ministério Público vai atuar para impedir a infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral. Em encontro com cerca de 30 procuradores regionais eleitorais, ele pediu atuação firme e neutra para conter abusos que possam comprometer a liberdade de escolha do eleitor.
Além da ameaça das facções, Gonet destacou a violência política contra a mulher e a desinformação como prioridades. O objetivo é garantir que o eleitor forme sua opinião sem pressões econômicas, psicológicas ou políticas, conforme divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da PGR.
Durante dois dias de debates em Brasília, os promotores analisarão registro de candidatura, fraude à cota de gênero, abuso de poder, prestação de contas e outros detalhes do pleito, definindo estratégias de fiscalização para as eleições deste ano.
Estratégias do Ministério Público para bloquear facções criminosas
Gonet ressaltou a preocupação de impedir a influência de facções no financiamento e promoção de candidatos. Nas últimas eleições municipais, o MP Eleitoral conseguiu barrar registros de candidatos ligados a grupos criminosos. Para 2024, foi criado um grupo de trabalho (GT) que vai apoiar promotores na coleta de dados estratégicos e manter diálogo com os Gaecos e Núcleos de Inteligência dos MP Federal, dos Estados e do DF.
Combate à desinformação nas redes sociais
O procurador salientou a necessidade de combater notícias falsas que enfraquecem a democracia. Ele afirmou que o Ministério Público está preparado para atuar de forma enérgica e neutra contra abusos, preservando os valores democráticos.
Violência política contra a mulher
O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, enfatizou a importância de prevenir a violência política de gênero para ampliar a participação feminina nos cargos de decisão. O MP conta com um grupo de trabalho que monitora cerca de 300 casos no País. Desde 2021, cerca de 50 denúncias foram apresentadas, com penas que podem chegar a quatro anos de prisão.
A fonte original da matéria é a Notícias ao Minuto Brasil – Política.








