Os oceanos estão sufocados por microplásticos. Um estudo na revista Plos One aponta 171 trilhões de partículas, pesando 2,3 milhões de toneladas, o equivalente a 10 mil baleias-azuis.
Essa poluição ameaça a vida marinha e chega à cadeia alimentar humana. No Brasil, o carnaval impulsiona o uso de glitter, mas marcas inovam com opções sustentáveis para reduzir o dano.
Conforme divulgado pelo Estadão.
Glitter biodegradável ganha espaço no mercado brasileiro
A AmoKarité, focada em maquiagens sustentáveis, lançou glitter biodegradável em 2023. Feito de celulose vegetal, ele se decompõe rápido, evitando microplásticos de PVC, PET ou poliéster.
Durante o carnaval, a demanda explodiu. Clara Klabin, sócia da marca, revela: “Em 2024, vendemos 7 mil unidades. Em 2025, já passamos de 12 mil, quase dobrando as vendas”.
O produto de 2,5g custa R$ 35, contra R$ 1 do comum. Apesar do preço alto, reflete escolha consciente contra danos ambientais.
Riscos do glitter tradicional à saúde e ao meio ambiente
A ABIHPEC desaconselha glitter comum na pele, por riscos à saúde. Só use cosméticos aprovados pela Anvisa, alerta a entidade ao Estadão.
Microplásticos, menores que 5mm, vazam para rios e mares. A ONU estima 2,7 milhões de toneladas em 2020, podendo dobrar até 2040, prejudicando plantas, animais e solo.
No carnaval, o brilho barato persiste, mas desafia marcas ecológicas. “O preço ambiental do plástico é enorme”, diz Klabin.
Desafios de performance e educação do consumidor
Patricia Diniz, da ESPM, destaca: “O público precisa saber que glitter comum mata a vida marinha. Marcas investem no carnaval, mas falta educação para adesão ampla”.
O microplástico brilha mais e fixa melhor. Bioglitter busca igualar o impacto visual, sem sacrificar sustentabilidade.
Grupo Boticário na onda sustentável
O Grupo Boticário oferece glitter ecológico desde 2022, em Vult e Quem Disse, Berenice?. Ariela Bonemer afirma: “Unimos criatividade, performance e responsabilidade”.
A linha Ecoglitter cresceu, ficando no portfólio fixo. É sinal de demanda por brilho consciente o ano todo.
Essa fonte original é o Estadão.







