O brasileiro Marciano Testa, fundador do Agibank, alcançou o status de bilionário nesta quarta-feira, 11, mesmo com o IPO turbulento da empresa na Bolsa de Nova York. Sua participação de 63% no banco gaúcho foi avaliada em US$ 1,1 bilhão ao preço de fechamento de US$ 10,75 por ação.
Apesar da queda de 10% nas ações no primeiro dia e da redução na oferta, Testa celebrou o marco. O Agibank, focado em crédito consignado, atraiu investidores de longo prazo após conversas com mais de 150 fundos internacionais.
A história de superação de Testa inspira: aos 8 anos, vendia bolos da mãe e, aos 23, fundou a Agiplan, precursora do banco com 6,4 milhões de clientes hoje. Conforme divulgado pelo Estadão.
IPO do Agibank em Nova York supera desafios do mercado
O Agibank reduziu o tamanho da oferta em mais da metade para emplacar o IPO. A cautela veio após a queda de 15% nas ações do PicPay e liquidação de techs em Wall Street.
Investidores brasileiros foram discretos, mas fundos long only, soberanos dos EUA e Europa aderiram. Foi a segunda tentativa do banco gaúcho em NY, após planos frustrados em 2018 pela greve dos caminhoneiros.
Trajetória empreendedora de Marciano Testa desde a infância
Com ascendência italiana, Testa cresceu com cinco irmãos no Rio Grande do Sul. Aos 8 anos, empreendia vendendo bolos preparados pela mãe, sem imaginar o futuro bilionário.
Abriu lojas que não prosperaram, investiu na MMC Alimentos e, aos 23, criou a Agiplan. Entre 2007 e 2010, movimentou R$ 550 milhões mensais em crédito consignado.
Crescimento do Agibank com aportes e metas ambiciosas
O banco captou R$ 400 milhões da Vinci Partners em 2020 e mais R$ 400 milhões da Lumina em 2024. Opera em modelo híbrido, com app e 1.000 smart hubs físicos.
Detém 9% do mercado de consignado do INSS e tem 6,4 milhões de clientes ativos. Testa afirmou ao Estadão/Broadcast que é “matematicamente possível” atingir R$ 100 bilhões em crédito até 2030.
A fonte original é o Estadão.







