A mineradora Vale vive um momento de forte turbulência interna em seu alto escalão. O advogado Marcelo Gasparino, vice-presidente do conselho de administração, oficializou seu pedido de renúncia nesta segunda-feira.

A decisão ocorre logo após o colegiado solicitar sua destituição, motivada por uma investigação rigorosa. O pivô da crise foi o vazamento de informações sigilosas de uma reunião estratégica ocorrida em junho de 2026.

A saída marca uma fase de mudanças profundas na governança da companhia, que busca agora reforçar suas políticas de ética e conduta interna, conforme divulgado pelo Estadão.

A renúncia de Marcelo Gasparino e o impacto na Vale

Gasparino comunicou sua decisão por meio de uma nota oficial enviada ao conselho. O executivo afirmou: “Em razão de que, nas comunicações anteriores, eu preferi não me manifestar, informo que nesta manhã encaminhei Carta de Renúncia ao Conselho da Vale”.

A investigação que selou o destino do conselheiro foi conduzida por um escritório de advocacia externo. A auditoria confirmou que houve quebra direta da Política de Gestão de Desvios de Conduta da mineradora brasileira.

Mudanças na presidência e reestruturação

A saída de Marcelo Gasparino não é o único movimento no topo da empresa. Daniel Stieler, que ocupava a presidência do colegiado, foi substituído pela executiva Ieda Yell, trazendo um novo fôlego à liderança.

O pedido para a troca de Stieler partiu da Previ, um dos principais acionistas da Vale. Em seu lugar, Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira assumiu o cargo, reforçando o time de conselheiros independentes da organização.

O futuro e a revolução da Mineração 4.0

Enquanto resolve seus conflitos internos, a empresa foca na Mineração 4.0. Esta revolução industrial utiliza drones, satélites e tecnologia 5G para otimizar a extração mineral e garantir maior segurança nas operações em campo.

Especialistas do setor acreditam que o uso de veículos autônomos e a gestão de dados avançada são fundamentais para a competitividade da Vale frente a gigantes globais como Rio Tinto e BHP, que também seguem este caminho.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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