As últimas pesquisas mostram que o presidente Lula (PT) tem uma vantagem estreita no 1º turno da eleição de 2026. Com 39% das intenções de voto, ele lidera Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), que registra 35%, margem que pode mudar rapidamente.

Essa proximidade nunca havia ocorrido nas duas vezes em que Lula venceu a disputa, em 2002 e 2006, quando a diferença chegou a 10 e 17 pontos, respectivamente. Em 2022, ele ainda mantinha 21 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro.

Especialistas atribuem o aperto ao eleitorado mais dividido, à falta de grandes marcas de campanha e à polarização que reforça o voto útil. Conforme divulgado pelo FolhaPress.

Comparação histórica das margens de vitória de Lula

2002: a onda de mudança

Na primeira eleição, Lula liderava José Serra por 10 pontos percentuais, impulsionado pelo discurso de renovação e programas como o “Fome Zero”.

2006: liderança confortável apesar do escândalo

Mesmo com o desgaste do mensalão, a pesquisa de junho mostrava Lula 17 pontos à frente de Geraldo Alckmin, mantendo uma liderança confortável.

2022: polarização e vantagem consistente

Em maio de 2022, Lula alcançou 48% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro ficou em 27%, reflexo da rejeição ao bolsonarismo.

2026: o menor intervalo histórico

Agora, a diferença caiu para 4 pontos, margem de erro de dois pontos para mais ou menos, indicando um cenário competitivo e incerto.

Fatores que explicam o aperto

O cientista político Elias Tavares destaca a “redução consistente da margem de liderança” e aponta que o voto útil pode voltar a ser decisivo, como ocorre em países polarizados.

Bruno Bolognesi, da UFPR, reforça que a polarização reduz espaço para crescimento de Lula, enquanto Luis Gustavo Teixeira aponta o desgaste do governo e a dificuldade de articular com uma base mais ampla.

Rejeição e desafios no segundo turno

Lula tem 48% de rejeição, quase igual a Flávio Bolsonaro, que registra 46%. Se a economia piorar ou escândalos aumentarem, o petista pode ser ultrapassado, alerta Antonio Lavareda, do Ipespe.

O especialista ainda ressalta que, no segundo turno, Lula precisará de uma margem de três a quatro pontos para compensar a alta abstenção entre seus eleitores de baixa renda.

O que pode mudar até o voto

Observadores apontam para a dispersão da direita, que soma 13% de votos entre candidatos como Zema, Caiado e outros. O comportamento desses eleitores pode ser decisivo.

Além disso, a presença de Lula na presidência costuma melhorar sua avaliação ao longo da campanha, conforme Luciana Chong, diretora‑geral do Datafolha.

A pesquisa foi realizada com 2.004 pessoas em 137 cidades, entre 7 e 9 de abril, e está registrada no TSE com o código BR‑03770/2026.

Fonte original: Notícias ao Minuto Brasil – Política https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2374116/lula-enfrenta-cenario-de-1-turno-mais-apertado-desde-eleicao-de-2002

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