O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontou nesta quarta‑feira que dois adversários políticos que se apresentam como pré‑candidatos à Presidência têm “alinhamento com a Casa Branca” e interesse em “vender o Brasil” aos Estados Unidos. A crítica foi feita em entrevista ao portal ICL Notícias, onde Lula destacou a necessidade de proteger recursos estratégicos.

Ele citou diretamente o senador Flávio Bolsonaro e o ex‑governador de Goiás Ronaldo Caiado, ambos de direita, ao afirmar que o país não pode abrir mão de minerais considerados estratégicos. As declarações surgem após o filho de Jair Bolsonaro defender, em evento nos EUA, o fornecimento de minerais críticos ao governo de Donald Trump como retaliação à China.

Conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil, Lula classificou como “vergonha” o memorando de entendimento assinado por Caiado com uma empresa americana para exploração de minerais críticos e terras raras no estado, alegando que tais concessões são de competência da União.

Motivações e contexto das acusações de Lula

Alinhamento com a Casa Branca

Lula reforçou que o alinhamento de Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado com os Estados Unidos pode colocar em risco a soberania nacional. “O Flávio Bolsonaro quer vender para os Estados Unidos algo que é muito importante para o Brasil”, declarou.

Risco de perda de recursos estratégicos

O presidente alertou que, se não houver cautela, o Brasil pode acabar entregando ouro, prata, florestas e, principalmente, terra raras a interesses estrangeiros. “Se a gente não tomar cuidado, essa gente vai vender o Brasil”, questionou Lula.

Importância das terras raras para o Brasil

As chamadas terras raras são um grupo de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias avançadas e a transição energética. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses minerais, despertando forte interesse internacional.

Reação de Lula e perspectivas políticas

Lula enfatizou que decisões sobre a exploração desses recursos devem passar por articulação com o Legislativo e ter a supervisão do Executivo. “Se depender de mim, a gente fecha as bets”, afirmou, referindo‑se à necessidade de impedir acordos desfavoráveis.

As declarações de Lula adicionam tensão ao cenário político pré‑eleitoral, colocando a questão da soberania sobre minerais estratégicos como ponto central do debate.

Fonte original: Notícias ao Minuto Brasil – Política

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